
Liliane Cristina Da Silva, de Igaraçu do Tietê, interior de São Paulo, não planejava engravidar quando o teste de gravidez deu positivo. Mas a surpresa foi ainda maior quando ela e o marido descobriram que, na verdade, tinham dois bebês à caminho. “A notícia chegou com quase cinco meses de gestação”, lembra.
A gravidez foi tranquila e sem nenhuma intercorrência até que, na reta final, com 36 semanas, o casal recebeu a notícia de que suas gêmeas eram siamesas. “Foi um choque no momento, por ser um caso raro”, disse Liliane. Apesar do susto, o parto aconteceu sem complicações, e Kiraz e Aruna nasceram no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da UNESP, de Botucatu. “Cada uma possui os órgãos próprios, porém, compartilham o fígado e a bacia”, esclarece a mãe. Segundo ela, apesar da condição, as meninas são saudáveis, tem se desenvolvido bem e completaram seis meses.
As gêmeas estão unidas pelo tórax, abdômen, bacia, genitália e possuem três pernas. No entanto, cada uma ficará com uma perna após a separação. “Na realidade são três, mas após a cirurgia, cada criança ficará com uma perna, pois os ossos da terceira serão usados na reconstrução da bacia”, explicou a mãe.
Enquanto isso, o desenvolvimento das irmãs tem sido excelente, disse o casal. “A cada dia, ficamos mais encantados por elas. Por mais que estejam unidas, são meninas especiais para nós. Alegria e diversão”, finalizaram.



