Oscar Filho foi processado por Silvia Abravanel, após criticar um vídeo da campanha eleitoral da filha de Silvio Santos que usou inteligência artificial. O humorista usou o Instagram, nesta terça-feira (8/9), para detalhar o caso, revelar que a ação foi encerrada e criticar a equipe da candidata.
“Pois é, pessoal, eu fui processado pela Silvia Abravanel. Não pela artista. Mas pela candidata a deputada federal. E o que eu publiquei foi uma crítica política feita por um humorista porque a campanha dela lançou um vídeo sobre inclusão usando pessoas com deficiência geradas por inteligência artificial“, começou ele.
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E prosseguiu: “E no meu vídeo, eu questiono uma coisa obsolutamente simples: como é que pode alguém escolher a inclusão como bandeira política e não incluir pessoas reais com deficiência naquela representação?”, questionou.
Detalhes do processo
Em seguida, ele revelou que o vídeo foi apagado do perfil da influenciadora e analisou: “Ela poderia, sei lá, ter refletido sobre o que eu disse. Mas, não, ela foi lá e resolveu me processar. Ela não colocou pessoas reais com deficiência naquela peça, mas ela colocou advogados reais para defender justamente a escolha que eu critiquei: não colocar pessoas reais com deficiência naquela peça”, contou, antes de completar:
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do Metrópoles
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Oscar Filho deu detalhes do processo aberto por Silvia Abravanel
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Silvia Abravanel é a filha número dois de Silvio Santos
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Ela é irmã de Cintia Abravanel, Daniela Beyruti, Patrícia Abravanel, Rebeca Abravanel e Renata Abravanel
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Silvia Abravanel posa sorridente para as redes sociais
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Filiada ao PSD, Silvia Abravanel avalia governo Lula como “muiito bom”
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Silvia Abravanel
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Silvia Abravanel processa Oscar Filho após crítica por campanha com IA
“A petição dizia que não era censura. Ela só pediu umas coisinhas: retirada imediata do vídeo; proibição de republicar o mesmo conteúdo; ordem pra Meta remover o vídeo, caso precisasse; e direito de resposta no meu perfil”, enumerou.
Logo depois, Oscar Filho opinou: “Longe de censura isso aí, né? E a versão que eles queriam me obrigar a publicar terminava com o nome dela, candidatura e partido. Ou seja, além de ter que apagar minha crítica, eles queriam usar o meu perfil como horário eleitoral gratuito”, disparou.
A movimentação judicial
Ainda na gravação, o humorista revelou: “A inteligência artificial já tinha entrando em campo naquela outra campanha e parece que entrou também no texto do processo. Porque ali no meio da petição ficou só um trechinho com cara de instrução de revisão”, debochou.
Ele ainda contou a resposta da Justiça: “O Ministério Público se manifestou contra os pedidos dela, a ação foi julgada improcedente, e ela recorreu. Pediu de novo a suspensão imediata do meu vídeo, só que o recurso não foi tão imediato assim. Porque ele chegou 30 minutos depois do prazo”, observou.
Oscar Filho então relatou: “E, de novo, o Ministério Público se manifestou contra. Foram sete votos a zero. Por unanimidade, o TRE reconheceu o atraso e nem chegou a analisar o recurso. A primeira decisão, perderam no mérito. O recurso, perderam pro relógio. Eram 3 advogados indicados no recurso. Só faltou um dos 3 decidir protocolar antes da meia-noite”, brincou.
Zoação
Na sequência, ele tirou sarro da situação: “Primeiro, fabricaram pessoas pra representar a inclusão, depois fabricaram interpretação do que eu disse. E a cereja do bolo foi perderem o horário pra defender essa interpretação deles”, detonou.
No fim, o humorista contou que o processo foi encerrado: “E o processo acabou, então, definitivamente. Eu espero, sinceramente, que a Silvia Abravanel não me processe por esse vídeo aqui também. Afinal, quem mais prejudicou a campanha dela não fui eu, foi a própria equipe dela”, concluiu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Fábia Oliveira.




