Apesar disso, o atual comandante da Síria disse buscar soluções contra o grupo xiita junto ao governo do Líbano.
“Não estamos considerando intervenções militares, e a Síria possuí várias cartas que pode oferecer ao estado libanês, permitindo que ele aja como desejar”, disse al-Sharaa durante entrevista a rede Al Jazeera.
O posicionamento sírio surge após Trump levantar a ideia de a Síria substituir Israel no combate ao Hezbollah no Líbano. Nas palavras do presidente dos EUA, forças síria poderiam atuar de forma mais “precisa” do que militares israelenses, causando, assim, menos incidentes com civis libaneses.
Atualmente o Líbano vive um frágil cessar-fogo mediado pelos norte-americanos. A trégua, contudo, nunca foi acatada pelo Hezbollah, que não aceita o desarmamento como parte do pacto. Israel, por sua vez, continua realizando ataques esporádicos contra o território libanês.
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do Metrópoles
Mudanças
Depois de liderar a ofensiva que derrubou o ex-presidente, criticado pela forma autoritária com que controlava a Síria, Ahmed al-Sharaa deixou antigas alianças sírias, e alinhou seu governo aos interesses dos EUA, nações da Europa e da Turquia.
Em troca, a administração interina síria, que subiu ao poder com promessas de pragmatismo político e um governo mais inclusivo do que o anterior, recebeu sinalizações positivas e abriu um diálogo antes inexistentes com a comunidade internacional — apesar do passado do atual presidente da Síria estar ligado ao jihadismo.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Junio Silva.





