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Skaf insinua apoio a Flávio após evento com candidato na Fiesp

Por Victor Aguiar
Samuel Pancher / Metrópoles

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (24/8) que o candidato à Presidência que defender os princípios da entidade terá sua “simpatia” e “todo o nosso apoio”. A declaração ocorreu após o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentar propostas e defender posições alinhadas às demandas do setor produtivo, em evento realizado na sede da Fiesp, na Avenida Paulista.

Embora tenha ressaltado que a Fiesp é apartidária e que não “fulaniza” candidatos, Skaf afirmou que a entidade simpatiza com os princípios apresentados pelo senador do PL.

“O candidato que defende esses princípios é o candidato da nossa simpatia, sem dúvida nenhuma”, afirmou.

Na sequência, Skaf disse que a Fiesp espera que essas ideias sejam perseguidas “com muita energia, com muita determinação” a partir do próximo ano e acrescentou que o setor produtivo terá “todo o nosso apoio” nesse processo.

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Durante a fala, o presidente da Fiesp defendeu a redução do peso do Estado sobre a sociedade e criticou o que considera falta de competitividade da indústria brasileira. Segundo ele, a saída de empresas brasileiras para países como o Paraguai é preocupante quando ocorre em razão de condições mais favoráveis para produzir no exterior.

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“Eu não sou a favor de Estado pesado, que fique nas costas dos brasileiros, da sociedade brasileira”, disse.

Skaf também criticou a política de importações e afirmou que empresas brasileiras enfrentam uma desvantagem em relação a produtos estrangeiros. Ele citou o crescimento das importações de veículos chineses e a concessão de cotas para a entrada de automóveis sem impostos.

“Tudo isso não vai ao encontro do emprego no Brasil”, afirmou.

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Apoio indireto a Flávio

Apesar de não declarar formalmente apoio a Flávio Bolsonaro, Skaf fez referência direta a uma das falas do senador durante o evento e afirmou que compartilha dos princípios defendidos por ele.

O presidente da Fiesp também mencionou a saída de empresas brasileiras para o Paraguai. Segundo ele, Flávio havia citado 200 empresas, mas o número seria de 400, de acordo com os dados que apresentou.

Skaf ainda defendeu uma política de desenvolvimento voltada à indústria, inovação, tecnologia, geração de empregos e aumento da competitividade. Para ele, empresas pequenas devem ter condições de crescer e se transformar em médias e grandes companhias.

“Eu quero ver uma pequena virar média, uma média virar grande, a grande virar multinacional brasileira. É isso que a gente quer, e enquanto isso não for atingido, nós vamos lutar até o último momento”, concluiu o empresário.

Ao final da fala, Skaf voltou a reforçar que a Fiesp não pretende declarar apoio formal a um partido ou candidato, mas reiterou a simpatia por quem adotar as propostas defendidas pela entidade.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Victor Aguiar.