A suposta fraude tributária do Itaú em São Paulo voltou ao centro das discussões após o banco ser apontado pela Prefeitura como o maior devedor do município, com uma dívida que se aproxima de R$ 20 bilhões. O caso também motivou a atuação da CPI do Devedor, da Câmara Municipal, que pretende ouvir representantes da instituição financeira.
Segundo as investigações, a maior parte da dívida estaria relacionada ao Itaucard, empresa do grupo Itaú, acusada de utilizar escritórios considerados de fachada na cidade de Poá, na Região Metropolitana de São Paulo. O objetivo seria recolher o Imposto Sobre Serviços (ISS) em um município com alíquota significativamente menor do que a aplicada na capital paulista.
Atualmente, o conglomerado do Itaú aparece no topo da lista de maiores devedores do município. Além da cobrança dos tributos, também incidem multas aplicadas durante o processo administrativo.
Em nota enviada à imprensa, o Itaú afirmou que mantém uma disputa judicial com a Prefeitura de São Paulo e sustenta que os tributos questionados foram recolhidos regularmente ao município de Poá. O banco contesta as cobranças e aguarda a conclusão definitiva do processo na Justiça.
Enquanto isso, a CPI do Devedor pretende aprofundar a investigação para esclarecer os fatos e discutir formas de recuperar os recursos considerados devidos aos cofres públicos.




