Supostas mensagens relacionadas à morte de Maria Rayssa da Silva Moura, de 18 anos, após o parto no Hospital João Câncio Fernandes, estão provocando novos questionamentos em Sena Madureira.
Os prints foram encaminhados anonimamente ao YacoNews e seriam de um grupo de WhatsApp supostamente utilizado por funcionários da unidade hospitalar. Nas conversas aparecem comentários relacionados à morte da jovem e à repercussão do atendimento realizado no hospital.
Mensagens atribuídas ao grupo chamam atenção
Entre os conteúdos encaminhados à reportagem, uma das mensagens faz referência à possibilidade de realizar o parto em casa.
“Dá vontade de dizer ‘melhor ter (o parto) em casa’.”
A mensagem aparece acompanhada de um emoji de risada.
Em outro trecho, uma mensagem atribuída pela denúncia a uma suposta enfermeira diz:
“agora vamos aguentar as pedradas, aff”.
As frases ganharam peso principalmente pelo momento em que teriam sido publicadas e pela tragédia envolvendo uma jovem de apenas 18 anos.
Caso a autenticidade seja confirmada, será necessário esclarecer o contexto em que as mensagens foram escritas e quem efetivamente participou da conversa.
Até que isso ocorra, não é possível atribuir as declarações a profissionais específicos nem afirmar que representam o posicionamento de funcionários ou da direção do hospital.
Maria Rayssa morreu após complicações depois do parto
Maria Rayssa morreu na terça-feira (18), após complicações relacionadas ao parto no Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), a jovem chegou à unidade com 39 semanas de gestação, apresentando dores e pressão arterial elevada.
A versão oficial informa que Maria Rayssa permaneceu sob acompanhamento das equipes médica e de enfermagem e recebeu medicação para controle da pressão.
Após avaliações, foi indicada uma cesariana. O bebê nasceu em boas condições.
Depois do procedimento, entretanto, Maria Rayssa apresentou uma convulsão e evoluiu para um quadro de eclâmpsia, complicação grave associada à hipertensão durante a gestação.
Com o agravamento do quadro, ela precisou ser intubada e os serviços de emergência foram acionados para uma transferência a Rio Branco. Enquanto aguardava o transporte, segundo a Sesacre, a jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória.
As tentativas de reanimação não tiveram sucesso.
Polícia Civil já investiga circunstâncias da morte
As circunstâncias da morte de Maria Rayssa já estão sob investigação.
A Polícia Civil do Acre abriu inquérito para apurar o caso. A investigação deverá buscar esclarecer o que aconteceu durante o atendimento e verificar se os procedimentos adotados foram adequados.
A família também tem feito questionamentos sobre a assistência prestada à jovem.
As acusações apresentadas pelos familiares, assim como as novas mensagens encaminhadas ao YacoNews, precisam ser submetidas à apuração antes que qualquer responsabilidade individual seja estabelecida.
Prints acrescentam novo questionamento ao caso
A chegada das supostas conversas à reportagem acrescenta um novo elemento à repercussão do caso, mas, isoladamente, os prints não permitem concluir que houve irregularidade, negligência ou comportamento inadequado por parte de profissionais do hospital.
A confirmação exigiria, entre outros pontos, verificar a origem das imagens, a existência do grupo, a identidade dos participantes, a integridade das conversas e o contexto completo das mensagens.
O conteúdo também poderá eventualmente ser analisado pelas autoridades caso seja formalmente apresentado aos responsáveis pela investigação.
O YacoNews mantém espaço aberto à Secretaria de Estado de Saúde do Acre, à direção do Hospital João Câncio Fernandes e às pessoas eventualmente citadas nos prints para esclarecimentos sobre o conteúdo das mensagens.
A reportagem continuará acompanhando o caso e atualizará as informações caso surjam novos elementos confirmados.




