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Supostas mensagens sobre morte de jovem após parto geram revolta em Sena Madureira

Prints encaminhados anonimamente ao YacoNews seriam de um grupo de WhatsApp supostamente formado por funcionários do Hospital João Câncio Fernandes; autenticidade das conversas ainda não foi confirmada.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

Supostas mensagens relacionadas à morte de Maria Rayssa da Silva Moura, de 18 anos, após o parto no Hospital João Câncio Fernandes, estão provocando novos questionamentos em Sena Madureira.

Os prints foram encaminhados anonimamente ao YacoNews e seriam de um grupo de WhatsApp supostamente utilizado por funcionários da unidade hospitalar. Nas conversas aparecem comentários relacionados à morte da jovem e à repercussão do atendimento realizado no hospital.

O YacoNews não conseguiu confirmar de forma independente a autenticidade dos prints nem se as pessoas identificadas nas conversas são efetivamente funcionários do Hospital João Câncio Fernandes.

Por essa razão, o conteúdo é apresentado como denúncia recebida pela reportagem e não como prova de conduta de qualquer profissional.

Mensagens atribuídas ao grupo chamam atenção

Entre os conteúdos encaminhados à reportagem, uma das mensagens faz referência à possibilidade de realizar o parto em casa.

“Dá vontade de dizer ‘melhor ter (o parto) em casa’.”

A mensagem aparece acompanhada de um emoji de risada.

Em outro trecho, uma mensagem atribuída pela denúncia a uma suposta enfermeira diz:

“agora vamos aguentar as pedradas, aff”.

As frases ganharam peso principalmente pelo momento em que teriam sido publicadas e pela tragédia envolvendo uma jovem de apenas 18 anos.

Caso a autenticidade seja confirmada, será necessário esclarecer o contexto em que as mensagens foram escritas e quem efetivamente participou da conversa.

Até que isso ocorra, não é possível atribuir as declarações a profissionais específicos nem afirmar que representam o posicionamento de funcionários ou da direção do hospital.

Maria Rayssa morreu após complicações depois do parto

Maria Rayssa morreu na terça-feira (18), após complicações relacionadas ao parto no Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira.

Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), a jovem chegou à unidade com 39 semanas de gestação, apresentando dores e pressão arterial elevada.

A versão oficial informa que Maria Rayssa permaneceu sob acompanhamento das equipes médica e de enfermagem e recebeu medicação para controle da pressão.

Após avaliações, foi indicada uma cesariana. O bebê nasceu em boas condições.

Depois do procedimento, entretanto, Maria Rayssa apresentou uma convulsão e evoluiu para um quadro de eclâmpsia, complicação grave associada à hipertensão durante a gestação.

Com o agravamento do quadro, ela precisou ser intubada e os serviços de emergência foram acionados para uma transferência a Rio Branco. Enquanto aguardava o transporte, segundo a Sesacre, a jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória.

As tentativas de reanimação não tiveram sucesso.

Polícia Civil já investiga circunstâncias da morte

As circunstâncias da morte de Maria Rayssa já estão sob investigação.

A Polícia Civil do Acre abriu inquérito para apurar o caso. A investigação deverá buscar esclarecer o que aconteceu durante o atendimento e verificar se os procedimentos adotados foram adequados.

A família também tem feito questionamentos sobre a assistência prestada à jovem.

As acusações apresentadas pelos familiares, assim como as novas mensagens encaminhadas ao YacoNews, precisam ser submetidas à apuração antes que qualquer responsabilidade individual seja estabelecida.

Prints acrescentam novo questionamento ao caso

A chegada das supostas conversas à reportagem acrescenta um novo elemento à repercussão do caso, mas, isoladamente, os prints não permitem concluir que houve irregularidade, negligência ou comportamento inadequado por parte de profissionais do hospital.

A confirmação exigiria, entre outros pontos, verificar a origem das imagens, a existência do grupo, a identidade dos participantes, a integridade das conversas e o contexto completo das mensagens.

O conteúdo também poderá eventualmente ser analisado pelas autoridades caso seja formalmente apresentado aos responsáveis pela investigação.

O YacoNews mantém espaço aberto à Secretaria de Estado de Saúde do Acre, à direção do Hospital João Câncio Fernandes e às pessoas eventualmente citadas nos prints para esclarecimentos sobre o conteúdo das mensagens.

A reportagem continuará acompanhando o caso e atualizará as informações caso surjam novos elementos confirmados.