Na quarta-feira (19/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo em apelo aos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos).
“Estou convencido que o presidente do Senado, Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, vão votar. E a gente vai aprovar o fim da taxação das blusinhas”, disse Lula. “A classe média alta viaja para fora, ela pode gastar 2 mil dólares e não paga imposto. Por que uma pessoa da periferia, uma mulher, uma jovem, um menino, compra um negócio de 50 dólares e querem taxar isso?”, completou o presidente.
A taxa, no entanto, foi instituída durante a gestão de Haddad no Ministério da Fazenda. Antes da instalação do imposto, setores da indústria fizeram força nos bastidores para a implementação da taxa, como uma forma de aumentar a competitividade.
A medida foi vista como uma possibilidade de fortalecer a Receita Federal, além como uma outra alternativa de arrecadação. A revogação da taxa, no entanto, foi uma das primeiras tarefas do sucessor de Haddad, Dario Durigan, no Ministério.
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do Metrópoles
Tarcísio já fez críticas à taxa
Na semana passada, em sabatina na CNN, Tarcísio disse que Lula tenta tirar proveito eleitoral da revogação da taxa das blusinhas e disse que o presidente teria sido aconselhado por Haddad a oficializar o imposto.
“Se não quisesse sancionar, não sancionava, porque quando foi para vetar a restrição às saidinhas, ele vetou, ele podia ter vetado a taxa das blusinhas também, não vetou e deixa para fazer isso no período eleitoral”, disse Tarcísio.
Agora, estrategistas da campanha do governador estudam uma nova forma de explorar o assunto, embora não revelem qual será a estratégia. A ideia, no entorno de Tarcísio, é que a cada momento o tema seja explorado de uma forma diferente. Os marqueteiros não querem que o candidato repita o que já disse sobre a taxa.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ramiro Brites.




