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Tarcísio fala em "falsa comunicação de crime" de motorista de Haddad

Por Jessica Bernardo
Jessica Bernardo/ Metrópoles

O governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse, neste domingo (16/8), que a análise das imagens sobre o trajeto do motorista de Fernando Haddad (PT) indicam que houve uma falsa comunicação de crime no caso. Segundo ele, o motorista será intimado a depor.

“A gente está apurando isso com a maior responsabilidade do mundo porque se houvesse algum problema, algum desvio de conduta, a gente ia punir severamente. Mas tudo está mostrando que não houve absolutamente nada e se trata, no final das contas, de uma falsa comunicação”, disse Tarcísio.

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O candidato repetiu que um inquérito sobre o tema está em andamento na Polícia Civil e que imagens de mais de 70 câmeras já foram analisadas. Caso a polícia conclua que houve falsa comunicação de crime, o motorista poderá ser responsabilizado.

“Aquela viatura que passa na rua dele, logo na sequência ela vai para o estacionamento do batalhão. A outra viatura, quando ele está parado no hotel, passa do lado, não para, não aborda”, afirmou o governador, alegando que o GPS dos carros também foi analisado.

Segundo ele, a viatura que passou pelo hotel logo depois teria se juntado a outro carro da polícia para fazer patrulhamento em outra rua.

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A pena prevista a quem comunica a ocorrência de um crime ou uma contravenção sabendo que ela não aconteceu varia de um a seis meses de detenção ou multa, segundo o Código Penal.

Haddad citou “perseguição”

Fernando Haddad relatou que o carro onde estava teria sido alvo de uma abordagem na noite da última terça-feira (11/8). A jornalistas, ele afirmou o veículo foi acompanhado “durante muito tempo e de uma forma um pouco intimidadora” por uma viatura após o candidato ser deixado em casa.

“Quero crer que possa ter havido alguma confusão. Mas o meu motorista ficou muito assustado pela maneira como isso aconteceu”, relatou o ex-ministro. “Ele é um trabalhador. Estava abalado até agora, porque tinham três fuzis dentro da viatura, as pessoas olhando para ele.”

Mensagens do motorista

Mensagens enviadas pelo motorista da campanha de Fernando Haddad (PT) mostram o relato feito pelo profissional no momento em que, supostamente, ele estava sendo seguido pela Polícia Militar (PM). O conteúdo da troca de conversa foi obtido pelos colunistas Ramiro Brites e Vinícius Passarelli, do Metrópoles.

“Não quero deixar vocês preocupados e nem quero esticar esse assunto até o chefe. Mas fui seguido por uma viatura da PM”, disse.

A mensagem foi enviada cerca de uma hora depois que o motorista deixou Haddad em sua residência, no Planalto Paulista, zona sul de São Paulo, após o petista participar de uma aula magna na Faculdade de Direito da USP. O profissional avisou o advogado às 21h48: “Em casa, tudo certo”.

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Motorista entrou em contato com advogado após estacionar o carro na terça-feira

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“Ficaram me seguindo”, relatou profissional no WhatsApp

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Motorista diz ter se sentido intimidado: “Mano, que medo”

Secretaria investiga

  • Após o relato de Haddad, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou que a Polícia Militar identifique as equipes que passaram pela região em que o carro de campanha do candidato foi seguido.
  • A SSP diz ter analisado mais de 40 câmeras de segurança do trajeto.
  • A análise das imagens, segundo a secretaria, não apontou abordagem ou perseguição.
  • O Ministério Público Eleitoral (MPE) deu cinco dias para que o governo Tarcísio apresente explicações sobre o caso.

Câmera mostra PM passando por carro de Haddad

Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada de Haddad à residência dele, na zona sul da capital, na noite desta terça-feira (11/8). A gravação mostra a viatura da PM passando pela rua pouco antes de o carro que levava o político chegar ao local (veja a seguir).

Na sequência, o veículo de Haddad estaciona em frente ao prédio, acompanhado por um carro preto. O candidato desembarca e entra na residência. As imagens foram publicadas inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo e, posteriormente, obtidas pelo Metrópoles.

A gravação não mostra a ação dos policiais à equipe do candidato ou o acompanhamento ao carro do motorista.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Jessica Bernardo.