Apontado como o favorito dos partidos do Centrão e do mercado financeiro para ser o candidato da direita nas eleições presidenciais de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (26/11) que a definição do nome que vai disputar o pleito contra o presidenite Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode ocorrer somente em março.
Para um público composto por empresários e integrantes do mercado financeiro, Tarcísio pediu que as pessoas “não tenham ansiedade” e afirmou que a escolha se dará na “hora certa”.
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Após a prisão de Jair Bolsonaro (PL) em regime fechado, desde o fim de semana, a classe política passou a pressionar para que o grupo que o ex-presidente apresse o anúncio do candidato que apoiará no próximo ano. Caso Tarcísio seja esse nome, ele deve se desincompatibilizar do cargo de governador até abril de 2026. Embora seja apontado como o favorito na corrida, o chefe do Palácio dos Bandeirantes segue dizendo publicamente que quer tentar a reeleição em São Paulo.
“Esse campo da direita, que o pessoal às vezes diz que está desorganizado, vai apresentar um projeto para o Brasil. Em cima do pilar da desburocratização, desvinculação, um pilar liberal e conservador, porque a sociedade brasileira é conservadora. (…) E essa turma vai se organizar e apresentar um projeto vencedor ano que vem. Não tenha dúvida, nós vamos livrar o Brasil do PT”, disse Tarcísio. A fala foi acompanhada de aplausos da plateia.
Ainda sobre o partido rival, o governador paulista disse que não quer deixar para as próximas gerações “esse país do PT”.
“A grande pergunta é: o que eu quero deixar para as gerações que vão vir? O que eu quero deixar para os meus filhos netos? Eu não quero deixar esse país que está aí, esse país do PT. Eu acho que ninguém quer. O Brasil é muito maior do que isso”, disse.
Questionado se não tem vontade de fazer o que está fazendo em São Paulo também no Brasil, o governador afirmou que “não precisa ser o protagonista” do projeto.
“Cada um tem um papel e uma missão. Eu quero cumprir bem a minha missão aqui. Quero fazer parte de um time, não importa a posição que eu vou jogar. Isso é o mais importante. Eu não preciso necessariamente ser um protagonista. Quero contribuir, porque se a gente não contribui, aí vai ter uma frustração”, afirmou.
Pressão por anistia
- Nessa terça-feira (25/11), horas após o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrar a fase de recursos e declarar o trânsito em julgado do processo que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe, Tarcísio afirmou que pretende trabalhar pela aprovação do texto.
- “Eu sempre defendi a anistia. O que eu puder fazer para que a anistia seja aprovada, eu vou fazer”, disse o governador a jornalistas, após evento no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.
- Tarcísio prometeu fazer o “que puder” para a aprovação do texto e que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deve liderar as articulações pela anistia após a prisão do pai, pode contar com sua ajuda. A demonstração de apoio se soma à promessa já feita por Tarcísio de indultar Bolsonaro caso seja presidente da República.




