Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmam nos bastidores que, em caso de reeleição, o segundo mandato do governador paulista deverá naturalmente ter uma participação menor do PSD de Gilberto Kassab em relação aos últimos quatro anos.
A relação entre Tarcísio e Kassab viveu altos e baixos ao longo do primeiro mandato. Se por um lado Kassab dava sustentação política ao novato governador, por outro, Tarcísio teve de conviver com constantes queixas de aliados de outros partidos de que o presidente do PSD utilizava o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais para favorecer e fazer crescer o próprio partido.
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do Metrópoles
Com isso, de acordo com aliados próximos a Tarcísio, o próximo mandato, caso se confirme o favoritismo do governador na disputa com o petista Fernando Haddad, terá menos espaço para o PSD, que não significa que a legenda terá “porteira fechada” na gestão.
“O PSD é importante para o projeto. O Tarcísio não aceita negociar espaço com nenhum partido, o que não quer dizer que dependendo dos nomes sugeridos possam ser aproveitados”, disse um político do entorno do governador. Apesar disso, ele reconhece que o grupo de Kassab deve reduzir sua importância dentro do Palácio dos Bandeirantes.
No atual mandato, além do próprio Kassab e de Ramuth, que depois trocou de partido, outros nomes do PSD ocuparam posições estratégicas dentro da gestão, como Eleuses Paiva (Saúde), Marcelo Branco (Habitação) e Guilherme Afif Domingos (Projetos Estratégicos). Já Renato Feder (Educação) e Marília Marton (Cultura), embora não sejam filiados ao PSD, são considerados da “cota Kassab”.
Enquanto rolam as especulações, aliados de Kassab monitoram à distância a situação. Um correligionário próximo ao dirigente partidário pondera que o PSD deve fazer uma bancada em torno de 12 cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o que dificultará um movimento drástico de Tarcísio para “escantear” seu antigo homem forte.
“O partido, se der tudo errado, faz 12 cadeiras. Eu acho que vai fazer 14. O cara não vai pegar 15% da Alesp e jogar no lixo. Eu acho muito difícil”, avaliou o político.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinicius Passarelli.




