Uma técnica de enfermagem foi presa suspeita de tentar sequestrar uma recém-nascida dentro de uma maternidade em Teresina, no Piauí. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e ganhou repercussão após a bebê ser encontrada viva dentro de uma bolsa carregada pela suspeita.
A ação foi descoberta graças à desconfiança de familiares da criança, que perceberam uma movimentação incomum da funcionária da unidade de saúde e conseguiram impedir que a recém-nascida fosse levada.
A situação começou a despertar suspeitas quando uma tia da bebê percebeu movimentações estranhas. Daniela Beatriz decidiu acompanhar a funcionária e a seguiu até um banheiro da unidade hospitalar. Pouco depois, notou que a mulher havia trocado de roupa e carregava uma bolsa preta de tamanho incomum.
Ao verificar o conteúdo da bolsa, a familiar encontrou a recém-nascida. A bebê foi retirada imediatamente e passa bem.
Durante as investigações, policiais civis realizaram buscas na residência da suspeita e encontraram um quarto preparado para receber um bebê. No local havia berço, banheira, roupas infantis e outros itens relacionados aos cuidados de uma criança.
De acordo com a polícia, familiares acreditavam que Auricélia estava grávida. No entanto, os investigadores informaram que não foram apresentados exames que comprovassem a gestação.
A Justiça decretou a prisão preventiva da técnica de enfermagem. Após o caso, ela chegou a ser internada em uma clínica psiquiátrica por iniciativa da família, mas o mandado de prisão foi cumprido assim que recebeu alta médica.
A defesa da investigada informou que ela apresenta sintomas esquizofrênicos, faz uso de medicamentos psiquiátricos e teria dificuldade para compreender a gravidade dos acontecimentos.
Já a Polícia Civil sustenta que a suspeita agiu sozinha e que os elementos reunidos até o momento apontam para uma tentativa de sequestro. O delegado responsável pelo caso descartou, por enquanto, a hipótese de que a condição mental afaste eventual responsabilização criminal.
Em nota, a direção da Maternidade Dona Evangelina Rosa lamentou o ocorrido e afirmou que a unidade segue protocolos de segurança. Segundo a administração, o hospital dispõe de leitores faciais, portas com acesso controlado por senha e equipes treinadas para situações de risco.




