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Terror nos céus: drones de CV e TCP explodem piscinas e causam pânico

Por Carlos Carone
Reprodução

A guerra pelo controle territorial da zona norte do Rio de Janeiro atingiu um patamar inédito e aterrorizante. O uso da tecnologia de pequenos drones adaptados para lançar granadas do alto tornou-se o principal vetor de ataque entre as facções rivais Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), transformando os céus das comunidades de Cordovil, Brás de Pina e Penha em uma arena de combate aéreo improvisado. O terror se intensificou nas primeiras horas desta terça-feira (4/8).

A escalada do conflito chegou ao ápice no mês passado, quando homens armados liderados por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão — chefe do TCP —, invadiram e dominaram a comunidade do Dourado, historicamente controlada pelo CV.

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A invasão deixou um saldo trágico de sete mortos. Entre as vítimas fatais, estava uma jovem autista de apenas 22 anos, executada em meio à invasão, fato que causou comoção e revolta na região.

Estratégia dos drones

Diante da perda do território, a cúpula do Comando Vermelho reagiu. O chefão do Complexo da Penha, Edgar Alves de Andrade, o Doca, escalou Bruno Silva Souza, o Tiriça, para liderar as operações de retomada.

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Vindo do cenário de confrontos violentos na zona oeste — com histórico de atuação nas disputas da Praça Seca, Tanque, Morro do Fubá e Campinho —, Tiriça trouxe táticas de combate urbano ostensivo.

Desde então, as duas facções abandonaram as investidas puramente terrestres e deram início a uma sequência ininterrupta de ataques com artefatos explosivos arremessados por drones.

Pânico e fogo cruzado

A precisão incerta e o uso indiscriminado desses dispositivos já deixam vítimas civis. No último sábado, um drone operado pelo CV lançou uma granada diretamente sobre uma festa infantil que ocorria na comunidade do Dourado, ferindo duas pessoas e espalhando o pânico entre famílias.

A tensão se intensificou nas últimas horas desta terça-feira (4/8). Traficantes do Complexo da Penha iniciaram uma pesada fuzilaria com munição traçante em direção à Cidade Alta. Registros em vídeo e relatos de moradores confirmam que as rajadas partem da região do Morro da Caixa d’Água, nas proximidades da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Parque Proletário.

A ocorrência segue em andamento, com blindados e forças de segurança tentando conter o avanço das facções enquanto os moradores permanecem encurralados dentro de suas próprias casas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carlos Carone.