O estudo para avaliar a eficácia da vacina contra a dengue na população adulta teve início nesta sexta-feira (16) em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Essa iniciativa, resultado da parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Ministério da Saúde, visa subsidiar a decisão de incorporação nacional do imunizante para outras faixas etárias. A vacina em teste é a Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda.
O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, destacou a importância do estudo: “Durante dois anos, vamos acompanhar essas pessoas e o restante da população de Guaratiba para verificar quem teve dengue ou não e se essa vacina foi eficaz nessa nossa população”.
Os critérios para participação no estudo foram definidos com base no mês de nascimento, sendo sorteados os meses de maio, agosto, outubro e novembro. A lista dos voluntários convocados está disponível nos sites de saúde, e os participantes serão convocados pelos agentes de saúde através de WhatsApp, ligação telefônica ou pessoalmente.
Conforme especificado pela SMS, não participarão do estudo lactantes, gestantes, pessoas com imunossupressão, que já se vacinaram anteriormente contra a dengue, que tiveram a doença nos últimos seis meses, que tenham recebido hemoderivados nos últimos três meses ou que tenham apresentado reação de hipersensibilidade a algum componente da vacina. Pessoas com febre ou que tenham recebido outra vacina de vírus vivo nas últimas quatro semanas terão sua inclusão no estudo adiada.
A aplicação da vacinação será escalonada, com a coleta de sangue para dosagem de anticorpos realizada no primeiro atendimento, seguida pela aplicação da primeira dose da vacina. Após três meses, será administrada a segunda dose.
Daniel Soranz ressaltou que a vacina já é reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e teve sua eficácia comprovada, mas o estudo visa quantificar essa eficácia e observar como a vacina se comportará na população brasileira.
A secretária nacional de Vigilância em Saúde e Meio Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, destacou a importância do estudo para ampliar a faixa etária recomendada para a vacina, baseado nas evidências científicas geradas no Brasil.





