Exclusivo Tia de bebê denuncia falta de apoio após impedir suposto sequestro: “Ninguém me ajudou”
Daniela Beatriz afirmou que pediu socorro dentro da maternidade, mas não teria sido auxiliada por seguranças, funcionários ou integrantes da direção
Daniela Beatriz concedeu entrevista ao portal LeoDias para mais detalhes sobre o caso envolvendo a sobrinha (Reprodução: Portal LeoDias)
Daniela Beatriz, tia da recém-nascida que teria sido alvo de uma tentativa de sequestro na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí, relatou ter se sentido completamente desamparada depois de recuperar a criança. Em entrevista ao repórter do portal LeoDias, Ronaldo Mota, ela afirmou que havia dois seguranças no local, mas nenhum deles teria interferido ou oferecido auxílio naquele momento.
O caso aconteceu em 6 de julho e ganhou repercussão nacional após ser exibido pelo “Fantástico”. De acordo com a investigação, a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha teria retirado a bebê do quarto sob o argumento de que realizaria exames necessários para a alta. A profissional trabalhava na maternidade, mas estava de folga na data da ocorrência.
Veja as fotos
Daniela Beatriz e Ronaldo MotaFoto: Portal LeoDias As câmeras de segurança da maternidade registraram toda a movimentação da técnica de enfermagemCrédito: Reprodução Fantástico Daniela Beatriz com a sobrinhaCrédito: Reprodução Globo Neste momento, tia estava com a criança para entregar nos braços de Auricélia, acreditando que a bebê passaria por cuidados médicosCrédito: Reprodução Globo Auricélia RochaCrédito: Reprodução Globo
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Daniela contou que começou a desconfiar da situação depois de ver Auricélia entrar em um banheiro carregando uma bolsa grande. Ao verificar o acessório, encontrou a sobrinha e retirou a recém-nascida dali. Mesmo após sair do sanitário pedindo ajuda, a familiar sustenta que sua versão foi colocada em dúvida. “Tinha dois seguranças na hora do ocorrido. E não, não tentaram impedir. Inclusive quando eu já saio dentro do banheiro falando sobre o ocorrido, ninguém me ajuda. Não acreditaram”, declarou.
Segundo Daniela, ao questionar se Auricélia realmente trabalhava na maternidade, a técnica teria indicado outra pessoa que poderia confirmar o vínculo profissional. Pouco depois, essa mulher teria aparecido e apresentado uma versão diferente: afirmou que Auricélia seria sua paciente e estaria grávida.
A tia da bebê disse que tentou procurar apoio entre funcionários, integrantes da direção e profissionais responsáveis pela segurança. Como percebeu que não receberia ajuda, decidiu produzir registros com o próprio celular para preservar provas do que havia acabado de presenciar. “Com a polícia no momento eu não consegui, porque ali eu já entendi que eu não ia ter ajuda. Então eu consegui gravar um vídeo e tirar uma foto, que isso também me ajudou na hora de tudo isso”, explicou. Daniela esclareceu que não filmou o instante em que encontrou a sobrinha na bolsa, mas iniciou a gravação logo após deixar o banheiro.
Durante a entrevista, ela fez outra acusação. De acordo com seu relato, uma mulher que teria se apresentado como coordenadora pediu para olhar o celular sob o pretexto de identificar Auricélia. Daniela afirma que, nesse momento, a profissional tentou excluir os registros armazenados no telefone. “Tem uma hora ali que tem uma mulher que se apresenta como coordenadora, que ela tenta apagar as provas do meu telefone. Ela pediu para ver se conhecia a mulher, foi isso que ela disse. Ali em um certo momento ela tentou apagar as provas, sim. E em nenhum momento eu tive ajuda de ninguém lá dentro”, afirmou. A declaração representa a versão de Daniela, e não há, até o momento, confirmação de eventual tentativa de destruição das imagens. O caso é investigado sob segredo de Justiça.
Abalada, a familiar contou que chorou e permaneceu nervosa até deixar a unidade. Para ela, a ausência de uma resposta imediata gerou a impressão de que o episódio poderia estar sendo minimizado por ter acontecido dentro de uma das principais maternidades públicas do estado.
A direção da Maternidade Dona Evangelina Rosa chegou a declarar que lamenta o ocorrido, colabora com as autoridades e prestou acolhimento médico, psicológico e social à mãe, à criança e à acompanhante. A unidade também sustentou que não houve falha em seu sistema de segurança. A Secretaria de Saúde do Piauí informou que entregou imagens às autoridades, afastou a funcionária e abriu um processo administrativo.
Auricélia está presa preventivamente e é investigada pela Polícia Civil por tentativa de sequestro e subtração de incapaz. A defesa afirma que ela recebeu diagnóstico de transtorno psicótico agudo após o episódio e apresenta comprometimento na compreensão da realidade.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Heloísa Cipriano.





