O Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) recebeu, na sexta-feira (21/8), a queixa-crime apresentada pela advogada Catharina de Souza Cruz Estrella contra o promotor de Justiça aposentado Walter Luís do Nascimento. Ele foi denunciado por injúria após comparar a advogada a uma “cadela”. Agora, o processo penal começará a tramitar.
O caso ocorreu em 2023. Durante o julgamento de uma tentativa de feminicídio, o promotor, após desentendimentos com a advogada, declarou que compará-la a uma cadela “seria uma ofensa ao animal”.
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da Coluna Grande Angular
Na sessão do Tribunal Pleno de sexta-feira, o TJAM recebeu a queixa-crime por injúria. O advogado do promotor afirmou que “a tragédia ocorreu durante os debates” e que ele utilizou “figura de linguagem para rebater uma crítica que lhe foi direcionada”.
“Se essa queixa-crime for admitida teremos tantas poutras aqui porque é comum o debate acalorado”, completou o advogado Bruno Fonseca.
Já a defesa de Catharina de Souza Cruz Estrella alegou que era preciso dar andamento à queixa-crime como “medida civilizatória”. “Não apenas como medida de Justiça mas como uma medida civilizatória para impedir que ataques dessa natureza fiquem impunes. “, defendeu o advogado Alberto Zacharias Toron.
O desembargador Décio Santos foi o relator do caso e votou pelo aceitamento da queixa-crime. Não houve divergência e o caso foi aceito por unanimidade.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Samara Schwingel.




