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Tornado no RS é classificado como F2, com ventos de até 200 km/h

Por José Augusto Limão
Reprodução/Redes sociais

O tornado que atingiu o município de Pedro Osório (RS), nessa quinta-feira (6/8), pode ter tido rajadas de vento em torno de 200 km/h. Conforme avaliação da Metsul Meteorologia, os estragos registrados na cidade têm características de tornado categoria F1, na maioria dos pontos, mas em outros locais os indícios apontam para uma classificação F2.

Na Escala Fujita original (F), um tornado classificado como F2 é considerado de intensidade significativa, capaz de provocar danos consideráveis e com ventos estimados entre 181 km/h e 253 km/h.

A classificação é a terceira maior da escala, que vai até F5. Confira as categorias:

  • F0: provoca danos leves, com ventos de 64 a 116 km/h.
  • F1: provoca danos moderados, com ventos de 117 a 180 km/h.
  • F2: provoca danos consideráveis, com ventos de 181 a 253 km/h.
  • F3: provoca danos graves, com ventos de 254 a 332 km/h.
  • F4: provoca danos devastadores, com ventos de 333 a 418 km/h.
  • F5: provoca danos incríveis, com ventos de 419 a 512 km/h.

Segundo os meteorologistas, o tornado que atingiu o Rio Grande do Sul se desenvolveu a partir de uma supercélula, estrutura considerada uma das tempestades mais intensas da atmosfera, associada à formação de um ciclone extratropical no Uruguai, chamado de ciclone-bomba.

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Esse tipo de sistema tem uma corrente de ar giratória em seu interior e costuma favorecer a ocorrência de granizo de grande dimensão, rajadas muito fortes e, em situações específicas, tornados.

O que é o ciclone-bomba?

  • O ciclone-bomba é um ciclone extratropical comum que sofre um processo de intensificação extremamente rápido
  • O fenômeno nasce do choque térmico entre uma massa de ar frio vinda do sul e o ar quente do norte.
  • Esse contraste faz com que o ar da superfície suba com violência, criando uma zona de baixa pressão que suga os ventos ao redor em formato de redemoinho.
  • Ao tentar preencher esse vácuo, o ar ao redor é sugado para a zona de baixa pressão atmosférica, gerando o ciclone extratropical.
  • O que transforma o ciclone em bomba é a velocidade da reação.
  • Alimentado pelo calor do mar e por ventos de alta altitude, o fenômeno se torna explosivo quando a pressão central despenca em 24 milibares em menos de um dia.
  • Após essa queda de pressão, o ciclone-bomba ganha força e arrasta uma frente fria violenta em direção ao Sul.

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Em atualização.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por José Augusto Limão.