O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), durante a segunda edição da Operação Resgate II, retirou da condição de trabalho análogo ao de escravo no Brasil 337 trabalhadores. O Acre esteve entre os 22 estados e o Distrito Federal que tiveram fiscalização, com 37 pessoas resgatadas.
Como pena aos empregadores flagrados submetendo trabalhadores a essas condições foram notificados a interromper as atividades e formalizar o vínculo empregatício dessas pessoas, além de pagar as verbas salariais e rescisórias devidas aos trabalhadores, que somam mais de R$3,8 milhões. Os empregadores também podem ser responsabilizados por danos morais individuais e coletivos, multas administrativas e ações criminais.
A Operação é a maior ação conjunta no país com a finalidade de combater o trabalho análogo ao de escravo e o tráfico de pessoas, integrada pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Previdência, Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Setores
As atividades econômicas com maior quantidade de resgate no meio rural foram serviços de colheita em geral, cultivo de café e criação de bovinos para corte. Já no meio urbano, os resgates ocorridos em uma clínica de reabilitação de dependentes químicos e os casos de trabalho doméstico chamaram atenção. Seis trabalhadoras domésticas foram resgatadas em cinco estados.




