A transição do transporte coletivo de Rio Branco para a JTP terá o acompanhamento de uma comissão formada por quatro servidores municipais. O grupo foi criado por decreto publicado no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (1º) e terá a função de acompanhar o cumprimento dos contratos emergenciais e auxiliar nas decisões relacionadas ao serviço.
A medida foi assinada pelo prefeito Alysson Bestene (PP) e ocorre a cerca de um mês do prazo previsto para a mudança da Ricco Transportes para a JTP. A nova empresa deverá assumir o sistema até 5 de outubro.
Entre as atribuições da comissão está o acompanhamento das medidas necessárias para garantir a continuidade, regularidade, eficiência e segurança do transporte coletivo durante o período de mudança.
O grupo poderá solicitar informações e documentos aos órgãos municipais envolvidos, pedir apoio técnico e convocar representantes de outras áreas da administração pública. A equipe também deverá elaborar relatórios sobre o andamento das atividades.
A comissão permanecerá ativa pelo período necessário para a conclusão da transição, podendo ter os trabalhos prorrogados.
A criação do grupo ocorre em meio à crise enfrentada pelo transporte coletivo da capital. No dia 17 de julho, 28 dos 50 ônibus liberados pela Justiça voltaram a operar. Os demais passaram por vistoria antes de serem incorporados à frota.
Antes da liberação judicial, apenas 39 ônibus circulavam nos dias úteis em Rio Branco.
Ainda em julho, quatro ônibus articulados chegaram à capital para reforçar o sistema. Na época, apenas um havia começado a circular, enquanto os demais passavam por manutenção.
O contrato com a JTP tem duração de um ano e prevê uma transição gradual de até 90 dias. Durante esse período, a Ricco Transportes continuará operando o sistema enquanto a nova empresa prepara a estrutura necessária para assumir o serviço.
Entre as medidas previstas estão a instalação de uma garagem, a implantação da bilhetagem eletrônica e a preparação para o início da operação.
Segundo a prefeitura, a futura frota terá 120 ônibus, sendo 60 veículos zero quilômetro. Os novos coletivos terão ar-condicionado, Wi-Fi, carregadores para celular, acessibilidade e sistema de monitoramento em tempo real.
A redução e a falta de veículos têm provocado atrasos, superlotação e dificuldades para os usuários do transporte coletivo em Rio Branco. A crise também chegou a afetar as atividades acadêmicas da Universidade Federal do Acre (Ufac), que suspendeu as aulas de graduação durante o período mais crítico do problema.
Com informações do G1 Acre.




