Belo Horizonte – A Justiça de Minas Gerais aprovou o pedido de recuperação judicial do Grupo Saritur, que reúne mais de 40 empresas de transporte, incluindo Autotrans, Transnorte e Viação Jardins. O grupo acumula uma dívida de cerca de R$ 960 milhões e atribui a crise aos impactos da pandemia, ao aumento dos custos operacionais e à lenta recuperação da demanda por transporte coletivo.
A decisão suspende por 180 dias as cobranças judiciais contra as empresas e impede a apreensão de bens essenciais, como ônibus e garagens, para garantir a continuidade dos serviços. O grupo terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação financeira, que será analisado pelos credores. Enquanto isso, a expectativa é que o transporte continue funcionando normalmente.
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do Metrópoles
O que a Justiça determina
- Suspensão de 180 dias das ações e execuções
- Proibição de apreensão de ônibus, chassis, garagens, oficinas e outros bens
- Valores recebidos pelas empresas devem ser depositados em suas contas, para ser utilizado em despesas essenciais: pagamentos de salários, compra de combustível e manutenção dos veículos
Obrigações da Saritur
Em um prazo de 60 dias, a empresa tem que apresentar um plano de recuperação judicial. Nesse plano deve constar quais as ações que serão implementadas para reorganizar as contas e pagar as dívidas.
O plano poderá ser aprovado ou rejeitado pelos credores. Se a for rejeitado ou se a empresa não apresentar o plano, a Justiça decretará a falência do grupo.
Durante esse período, uma administradora judicial acompanhará o processo, fiscalizando o cumprimento de tudo que foi determinado pela Justiça. Essa administradora é a representante formal dos credores.
Espaço aberto para a Saritur se manifestar. Até o momento da publicação desta matéria não conseguimos contato com a empresa.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Elanilza Carneiro.




