POLICIAL

Trio é preso após sequestro de assessor e roubo de R$ 50 mil na BR-364

Assessor foi rendido por criminosos armados na BR-364 e obrigado a dirigir enquanto era mantido sob ameaça; R$ 50 mil foram recuperados.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

Três suspeitos foram presos após um trio preso após sequestro de assessor e roubo de R$ 50 mil na BR-364 mobilizar equipes da Polícia Militar nesta segunda-feira (21), no município de Bujari, no interior do Acre. O assessor parlamentar foi abordado por criminosos armados enquanto transportava o dinheiro e acabou obrigado a seguir viagem no próprio veículo.

Segundo a Polícia Militar, a vítima trafegava em um Volkswagen Tera branco, no sentido Rio Branco/Bujari, quando foi interceptada por três homens que estavam em um Volkswagen Voyage da mesma cor. O dinheiro estava dentro do Tera.

Criminosos teriam obrigado assessor a continuar dirigindo

Conforme o relato policial, dois dos criminosos desceram do Voyage armados e abordaram o assessor. Sob ameaça de morte, ele teria sido obrigado a permanecer na direção do próprio veículo enquanto os suspeitos seguiam com ele pela BR-364.

Pessoas que presenciaram a abordagem acionaram a Polícia Militar. Uma equipe do destacamento do Bujari iniciou as buscas e localizou o Voyage utilizado pelos criminosos próximo à balança do município.

Durante a primeira abordagem, um dos suspeitos foi preso. Aos policiais, ele teria informado que os outros dois envolvidos estavam no veículo da vítima, seguindo em direção a Rio Branco.

ROTAM interceptou veículo e houve troca de tiros

A informação foi repassada às demais equipes, e policiais da Companhia ROTAM, do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), conseguiram localizar o Tera quando deixava o município de Bujari.

Segundo a PM, os ocupantes do veículo efetuaram dois disparos contra os policiais durante a abordagem. Houve reação da equipe, e um dos suspeitos, identificado pelas iniciais M.H.L.S., de 23 anos, foi atingido no ombro esquerdo.

O homem foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco. Segundo as informações policiais, ele estava em estado estável.

R$ 50 mil foram recuperados

Após a intervenção policial, o assessor foi retirado do veículo. Conforme as informações iniciais, ele não sofreu ferimentos.

Os policiais encontraram os R$ 50 mil dentro do Tera e recuperaram a quantia. Também foram apreendidos um revólver calibre .38, três munições intactas e munições deflagradas.

Os outros dois suspeitos foram identificados como K.J.V.M., de 20 anos, e R.S.C., de 35 anos. Segundo a Polícia Militar, os dois primeiros envolvidos eram monitorados por tornozeleira eletrônica, enquanto o terceiro não possuía passagem anterior.

Polícia investiga informação sobre dinheiro

Além do roubo e da restrição da liberdade da vítima, a Polícia Civil deverá investigar como os criminosos obtiveram informações sobre o deslocamento do assessor e sobre a quantia transportada.

Informações obtidas de forma extraoficial apontam que o grupo estaria acompanhando a vítima desde o início do dia e acreditava que ela transportaria uma quantia superior aos R$ 50 mil recuperados.

Ainda conforme informações extraoficiais, os suspeitos teriam mencionado aos policiais uma possível quantia de aproximadamente R$ 750 mil e afirmado que receberam informações sobre esse dinheiro de uma terceira pessoa.

Também foi levantada a possibilidade de que os valores estivessem relacionados a recursos de campanha de candidatos ao Governo do Acre e ao Senado Federal. Essa informação não foi confirmada oficialmente e será apurada durante a investigação.

Suspeitos foram levados para a delegacia

Dois dos envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, juntamente com o dinheiro recuperado, a arma e as munições apreendidas.

O terceiro suspeito, que foi atingido no ombro durante a troca de tiros, recebeu atendimento médico e deverá ser encaminhado à delegacia após receber alta.

A Polícia Civil ficará responsável por esclarecer a dinâmica do crime, a participação individual dos três suspeitos, a origem dos R$ 50 mil e a procedência das informações utilizadas para abordar o assessor.