O Trump ameaça ação militar contra Irã se negociações falharem voltou a elevar a tensão internacional nesta segunda-feira (27). O presidente dos Estados Unidos afirmou que deu uma nova oportunidade para a diplomacia, mas alertou que poderá ordenar uma ofensiva militar mais intensa caso as conversas não apresentem resultados.
Em entrevista ao site americano Axios, Trump declarou que os Estados Unidos estariam envolvidos em negociações consideradas profundas com o governo iraniano. Segundo ele, a tentativa diplomática terá pouco tempo para avançar antes de uma possível retomada das ações militares.
“Ou acontece rápido, ou não acontece”, afirmou o presidente norte-americano ao comentar o prazo dado para uma solução negociada.
A declaração, porém, entrou em conflito com a posição divulgada pelo Irã. O governo de Teerã afirmou que não existem negociações diretas em andamento com Washington para encerrar o conflito. Segundo autoridades iranianas, os contatos atuais envolvem o Omã e tratam principalmente da situação no Estreito de Ormuz.
Horas depois, Trump adotou um tom mais moderado ao falar com jornalistas e afirmou que existem chances positivas de avanço nas conversas. O presidente disse que os dois países estariam mantendo diálogos e que poderia haver uma solução.
A pausa nos ataques ocorre após semanas de escalada militar entre Estados Unidos e Irã. Os dois países interromperam ofensivas recentes, criando uma breve redução das hostilidades que haviam aumentado o temor de um conflito ainda maior no Oriente Médio.
Segundo informações divulgadas por veículos americanos, a suspensão das operações militares teria ocorrido após preocupações relacionadas aos estoques de sistemas de defesa e munições utilizados pelas forças dos Estados Unidos na região.
O embaixador americano na Organização das Nações Unidas, Mike Waltz, negou que a decisão tenha sido motivada pela falta de equipamentos militares. Segundo ele, a interrupção representaria uma tentativa de abrir espaço para negociações diplomáticas.
O cenário segue sendo acompanhado por governos de diversos países, já que uma nova escalada entre Washington e Teerã pode afetar a estabilidade internacional, os mercados e o fornecimento global de energia.





