O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (21/7) que determinou ao governo norte-americano a liberação de voos diretos de companhias aéreas dos EUA para o Líbano, encerrando uma suspensão que está em vigor desde 1985.
Apesar da decisão política, as operações comerciais ainda dependem da revogação de uma proibição da Administração Federal de Aviação (FAA), que continua impedindo voos americanos para o espaço aéreo libanês.
O anúncio foi feito por Trump na rede social Truth Social, poucas horas após receber o presidente do Líbano, Joseph Aoun, na Casa Branca.
“Após me reunir com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, que tem feito um trabalho notável na transformação de seu país, venho por meio deste instruir minha Administração a permitir que todas as companhias aéreas americanas voem diretamente para o Líbano, para que os americanos possam visitar facilmente esta bela terra. Espero que outros países façam o mesmo. Aproveitem!”, escreveu.
Caso a medida seja implementada, será a primeira vez em quatro décadas que empresas aéreas americanas poderão operar voos diretos para Beirute.
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do Metrópoles
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente do Líbano, Joseph Aoun
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Proibição continua
- Embora o chefe da Casa Branca tenha anunciado a mudança, as companhias aéreas dos Estados Unidos permanecem proibidas de realizar voos para o Líbano até que a FAA retire oficialmente as restrições impostas ao espaço aéreo do país.
- Até o momento, o governo norte-americano não informou quando a agência reguladora poderá revisar ou suspender a proibição, tampouco há previsão para o início das operações comerciais.
- Além da restrição americana, autoridades internacionais de aviação continuam demonstrando preocupação com a segurança na região.
- Recentemente, a Agência de Segurança da Aviação da União Europeia (EASA) recomendou que companhias aéreas evitem completamente o espaço aéreo libanês em razão das tensões militares no Oriente Médio e dos riscos à aviação civil.
Encontro na Casa Branca
O anúncio ocorreu após Trump receber Joseph Aoun no Salão Oval, em Washington. A visita marcou a primeira vez desde 2009 que um presidente libanês é recebido oficialmente na Casa Branca. Ao iniciar a reunião, Trump elogiou o povo libanês e destacou os esforços do governo de Aoun para estabilizar o país.
O encontro aconteceu em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã elevaram o tom do confronto, enquanto o conflito entre Israel e o Hezbollah segue afetando a segurança no sul do Líbano.
Trump indicou que Washington não pretende reduzir sua atuação na região. “Honestamente, eles ainda não viram nada. Temos sido cordiais”, afirmou o presidente ao comentar as hostilidades envolvendo o Irã.
Segundo autoridades americanas, um dos principais objetivos da visita de Joseph Aoun foi buscar apoio da Casa Branca para pressionar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a retirar tropas israelenses de áreas do território libanês, onde permanecem operações militares relacionadas ao combate ao Hezbollah.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.





