O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta sexta-feira (24/7), que não acredita que China e Rússia estejam fornecendo armas ao Irã, dizendo confiar nas garantias recebidas do presidentes chinês, Xi Jinping, e russo, Vladimir Putin.
A declaração contrasta com a posição apresentada no início da semana pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que afirmou que ambos os países estariam, “em diferentes níveis”, viabilizando atividades iranianas durante a guerra.
Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que Xi garantiu, durante um encontro recente em Pequim, que a China não venderia armamentos à República Islâmica “sob nenhuma circunstância”, incluindo por meio de empresas chinesas.
“Considerando nosso relacionamento, acredito na palavra dele e, além disso, estou lhe fazendo um grande favor”, escreveu o republicano.
Trump também disse ter recebido a mesma garantia de Vladimir Putin.
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do Metrópoles
“O presidente Putin me disse que a Rússia não venderia armas ao Irã. Portanto, dois países importantes que as pessoas frequentemente mencionam em relação ao Irã, na minha opinião, não estão participando”, afirmou. “Se participassem, seria muito ruim para eles — certamente não seria do seu interesse.”
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Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo
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Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth
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Putin e Trump no Alasca, em agosto de 2025
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Putin e Trump
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Pentágono indicou apoio dias antes
Na terça-feira (21/7), durante audiência no Comitê de Apropriações do Senado, Pete Hegseth afirmou que China e Rússia estavam contribuindo, em diferentes níveis, para as ações iranianas no conflito envolvendo os Estados Unidos.
“Há muitas maneiras de impedir isso… e a profundidade e a extensão disso devem permanecer confidenciais”, declarou o secretário de Defesa. “Mas há maneiras pelas quais ambos os países estão, em diferentes níveis, permitindo algumas das coisas que o Irã está fazendo.”
Questionado pelo senador republicano John Hoeven se Pequim e Moscou estariam ajudando diretamente Teerã durante a guerra, o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, evitou responder em sessão pública.
“Não quero abordar essa questão em um contexto não classificado”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.





