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Trump anuncia “superinteligência” para substituir inteligência artificial em documentos dos EUA

Presidente americano diz que documentos oficiais passarão a usar “superinteligência” e volta a rejeitar alertas sobre riscos da IA.

Samoel Andrade Por Samoel Andrade

 

O Trump anuncia superinteligência para substituir inteligência artificial nos EUA e afirmou nesta terça-feira (22) que documentos do governo americano passarão a utilizar o novo termo para se referir à tecnologia. A declaração foi feita durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Segundo a Reuters, Trump disse que os documentos dos Estados Unidos deverão abandonar a expressão “inteligência artificial” e adotar “superinteligência”. O presidente afirmou ainda esperar que outros países também adotem a nova nomenclatura.

Trump defende mudança no nome da IA

Durante seu discurso na ONU, Trump apresentou a mudança como uma forma que considera mais adequada para descrever o desenvolvimento da tecnologia.

O presidente americano afirmou que, a partir de agora, os documentos dos Estados Unidos utilizariam o termo “superinteligência” no lugar de “artificial”.

A declaração representa uma proposta de mudança de nomenclatura dentro do discurso político e institucional do governo americano. O anúncio, por si só, não altera a natureza técnica das tecnologias atualmente classificadas como inteligência artificial.

Presidente diz que não pretende frear desenvolvimento da tecnologia

Trump também afirmou que os Estados Unidos não deveriam impedir o crescimento da inteligência artificial por causa dos alertas relacionados aos possíveis riscos da tecnologia.

Durante o discurso, o presidente comparou o potencial da IA ao impacto provocado por grandes transformações econômicas e tecnológicas da história.

“Não vou sufocar o crescimento de algo que será maior do que a revolução industrial”, afirmou Trump durante a Assembleia Geral da ONU.

A Reuters também registrou que Trump voltou a classificar como uma “farsa” os alertas sobre os perigos associados à inteligência artificial.

Trump já havia sugerido outros nomes

A ideia de substituir o termo “inteligência artificial” não surgiu apenas no discurso desta terça-feira.

Nos últimos dias, Trump já havia discutido publicamente a possibilidade de alterar a nomenclatura utilizada para descrever a tecnologia.

Em uma publicação na rede social Truth Social, o presidente havia sugerido alternativas como “Inteligência Superior”, “Inteligência Extrema” e “Inteligência Suprema”.

Na ocasião, Trump argumentou que a expressão atualmente utilizada seria pouco representativa do potencial da tecnologia.

O que significa “superinteligência”

No campo tecnológico, “superinteligência” não é simplesmente um sinônimo universal de inteligência artificial.

O termo é normalmente utilizado para descrever uma inteligência hipotética que ultrapassaria amplamente as capacidades cognitivas humanas em diferentes áreas.

Já “inteligência artificial” é uma expressão abrangente utilizada para descrever sistemas computacionais capazes de executar tarefas associadas a capacidades como reconhecimento de padrões, geração de conteúdo, raciocínio, previsão e tomada de decisões.

Por isso, a declaração de Trump envolve principalmente uma proposta de nomenclatura e posicionamento político sobre a tecnologia, enquanto o significado técnico dos termos continua sendo objeto de discussão no setor.

Debate sobre segurança da IA ganha espaço internacional

A fala do presidente americano ocorre em um momento de intensificação do debate internacional sobre segurança e governança da inteligência artificial.

No mesmo dia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, defendeu uma maior governança global para a inteligência artificial e pediu um marco internacional para gerenciamento dos riscos associados à tecnologia.

A diferença entre os discursos evidencia um dos principais debates atuais sobre IA: enquanto parte dos governos e especialistas defende mecanismos de supervisão e gerenciamento de riscos, Trump tem enfatizado a necessidade de preservar o ritmo de desenvolvimento tecnológico.

EUA afirmam que não querem desacelerar a IA

Na Assembleia Geral, Trump também reiterou sua posição contrária a medidas que, segundo ele, poderiam limitar o crescimento do setor.

Em outro momento de sua declaração, o presidente afirmou que o governo americano acompanhará o setor e indicou que o Departamento de Justiça poderá atuar quando necessário.

A Reuters informou que Trump disse que as autoridades de segurança e Justiça dos Estados Unidos irão acompanhar o desenvolvimento da tecnologia e poderão intervir em situações consideradas necessárias.

Mudança de nomenclatura chama atenção internacional

A proposta de Trump rapidamente ganhou repercussão por envolver uma expressão que normalmente está associada a um conceito ainda mais avançado do que as aplicações atuais de inteligência artificial.

A discussão também ocorre enquanto governos, empresas de tecnologia e organizações internacionais debatem como estabelecer regras para o desenvolvimento e a utilização desses sistemas.

Além da disputa sobre regulamentação, o cenário envolve questões econômicas, segurança digital, empregos, inovação e competição tecnológica entre grandes potências.

A declaração feita na ONU, portanto, acrescenta uma nova dimensão ao debate: a própria forma como os governos descrevem a tecnologia e seu potencial futuro.

Debate sobre IA deve continuar

Ao defender o uso do termo “superinteligência”, Trump reforçou sua visão de que os Estados Unidos devem manter o desenvolvimento da tecnologia sem adotar medidas que possam, em sua avaliação, limitar a inovação.

Ao mesmo tempo, organismos internacionais continuam discutindo mecanismos de governança e segurança para lidar com os riscos associados ao avanço da inteligência artificial.

A proposta de mudança de nomenclatura apresentada pelo presidente americano agora se soma a esse debate global, enquanto o setor de tecnologia continua avançando e governos discutem como equilibrar inovação, segurança e supervisão.