O corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Antonio Carlos Ferreira, admitiu uma ação contra o presidente Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante o Carnaval do Rio deste ano.
A ação foi apresentada pelo partido Novo e tem como foco o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro, na abertura do Grupo Especial. A escola levou à avenida um enredo dedicado à trajetória pessoal e política de Lula, então pré-candidato à reeleição.
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da Coluna Manoela Alcântara
“A petição inicial relata fatos determinados, aponta o proveito eleitoral que deles teria advindo aos investigados e vem instruída com os instrumentos de repasse, comprovantes de pagamento, publicações oficiais, expedientes de tribunais de contas e o Livro Abre-Alas do desfile, além de rol de testemunhas com a declaração do objeto de cada depoimento”, citou o ministro.
O corregedor prosseguiu: “Desta forma, em primeira análise, entendo que a petição inicial preenche os requisitos de admissibilidade”.
Com a decisão, Lula e Alckmin deverão ser citados para apresentar defesa no prazo de cinco dias.
Escola
A Acadêmicos de Niterói levou à avenida uma homenagem a Lula com o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, era esperada para desfilar, mas não participou da apresentação e foi substituída pela cantora Fafá de Belém.
Segundo pessoas que acompanharam Lula, Janja chegou a passar pela Marquês de Sapucaí, mas retornou pouco depois ao camarote de onde o presidente assistiu ao desfile.
O samba-enredo trouxe referências diretas ao universo do PT, reproduzindo o tradicional grito de militância “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula” e mencionando, em dois trechos, o número de urna do partido.
Ao fim do Carnaval, porém, a escola acabou rebaixada.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manoela Alcântara.




