A União Progressista e PL no Acre nas eleições 2026 estarão juntos na coligação que apoia a candidatura da governadora Mailza Assis (PP) à reeleição. O acordo faz parte de um movimento que também aproximou os dois grupos políticos em outros estados brasileiros.
A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, decidiu manter neutralidade na disputa pela Presidência da República, mas permitiu que suas estruturas estaduais realizassem alianças de acordo com os cenários políticos locais.
Aliança reúne partidos no Acre
No Acre, a composição está reunida na coligação “Avança Acre”, que tem Mailza Assis como candidata ao Governo do Estado.
Além da União Progressista e do PL, o grupo reúne MDB, PDT, Democrata e a Federação Renovação Solidária.
A chapa também conta com nomes conhecidos da política acreana na disputa pelo Senado, entre eles o ex-governador Gladson Camelí (PP) e o senador Márcio Bittar (PL).
União Progressista mantém neutralidade na disputa presidencial
A decisão de não apoiar oficialmente um candidato à Presidência foi formalizada pelo União Brasil durante a convenção nacional da legenda.
A estratégia permite que os diretórios estaduais tenham maior liberdade para negociar alianças conforme as características de cada eleição.
Na prática, a mesma federação pode apoiar diferentes grupos políticos nos estados, sem necessariamente reproduzir uma aliança nacional única.
União Progressista e PL estão juntos em 11 estados
Além do Acre, a aproximação entre a União Progressista e o PL ocorre em outros dez estados.
As alianças foram identificadas em Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
Os formatos das composições variam de acordo com cada estado. Em alguns locais, os partidos participam de chapas majoritárias, enquanto em outros há apoio a candidatos ao governo, indicação de vice ou alianças nas disputas pelo Senado.
Federação também tem alianças com o PT
A União Progressista também estabeleceu alianças com partidos ligados à oposição ao bolsonarismo, embora em um número menor de estados.
Coligações com o PT ou com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, foram registradas no Amapá, Pará, Paraíba e Sergipe.
Em outros estados, a federação optou por lançar candidaturas próprias ou formar alianças com grupos que não têm participação direta das duas principais forças políticas nacionais.
Cenário acreano ganha novo contorno
No Acre, a composição entre União Progressista e PL reforça a estrutura da candidatura de Mailza Assis para a disputa pelo Governo do Estado.
A configuração mostra como as alianças estaduais podem seguir uma lógica diferente das posições adotadas nacionalmente pelos partidos, especialmente em uma eleição marcada por diferentes negociações para os cargos de governador e senador.
Com a definição das alianças, a disputa pelo Governo do Acre passa a ser acompanhada também pelo desenho dos palanques formados para as eleições de 2026.




