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Utopias em construção: mostra inédita estreia hoje; saiba detalhes

Por Julia de Mesquita
Augusto Costa/Especial para o Metrópoles

Nesta terça-feira (11/8), a inauguração da mostra Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo dá início a uma temporada de fortalecimento da identidade cultural dos brasilienses ao celebrar a história da capital. Instalada no Museu Nacional da República, a exposição é realizada pelo Metrópoles Arte em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), e reúne documentos históricos, fotos, projetos, obras de arte e experiências imersivas.

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Com curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto, a mostra gratuita ficará em cartaz até outubro e apresenta cerca de 120 obras. Organizado em três etapas — área monumental, segmentos radiais e núcleo documental —, o ambiente convida o público a acompanhar a criação, o povoamento e a evolução de Brasília através dos anos.

Mergulhe na história

As peças escolhidas incluem a caderneta da Missão Cruls de 1892 e papéis de Lúcio Costa, que contam a história do quadradinho e conversam com as mudanças da cidade. Além dos croquis do arquiteto, plantas de Oscar Niemeyer, painéis de Athos Bulcão e fotografias de Thomaz Farkas, Marcel Gautherot e Mário Fontenelle dividem espaço com obras contemporâneas de artistas como Christus Nóbrega e o Coletivo Transverso.

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Exposição reúne acervo inédito sobre a construção de Brasília

Mario Fontenelle – Construção de Brasília2 de 3

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Acervo Fundação Athos Bulcão
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Acervo Arquivo Público do Distrito Federal – ArPDF

Ao Metrópoles, o historiador Elias Manoel da Silva e o arquivista Hélio Júnior destacam que a mostra quer aproximar as novas gerações da trajetória de construção de Brasília. Isso porque, segundo eles, o avanço dos anos provoca o risco de o surgimento da capital se transformar em um mero fato esquecido nos livros didáticos.

“Ao apresentarmos, por exemplo, registros como os da série Foto na hora: Lembrança de Brasília, de Joaquim Paiva, ou as tensões sociais documentadas nas fotos da UnB nos anos 1960, nós retiramos a construção da capital do campo da mitologia oficial e a trazemos para o campo da vivência humana. Mostramos que Brasília foi feita por migrantes, trabalhadores, estudantes e artistas cujas vidas e conflitos moldaram a cidade que hoje habitamos”, explicam.

Ou seja, para o jovem cidadão que não vivenciou o 21 de abril de 1960, ela funciona como uma ponte de reconhecimento.

“Utopias em construção permite que o brasiliense entenda que a sua cidade não é apenas um monumento estático, mas um organismo vivo, fruto de um processo coletivo de invenção, de resistência, de criatividade e, também, porque não, de lutas e conflitos”, prosseguem.

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Exposição reúne acervo inédito sobre a construção de Brasília

UTOPIAS EM CONSTRUÇÃO
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UTOPIAS EM CONSTRUÇÃO

Memória viva

Depois que a temporada no Museu acabar, a expectativa é que parte significativa do acervo apresentado seja incorporada à reserva técnica do ArPDF. Com isso, a exposição poderá ser remontada futuramente no Centro de Exposições da instituição, ampliando o acesso do público ao conteúdo.

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do Metrópoles Vida & Estilo

O espaço, embora menor do que o Museu Nacional, recebe regularmente visitas guiadas de estudantes, universitários e grupos sociais. De acordo os especialistas, essa inciativa faz parte de uma das principais missões de um arquivo público: promover a difusão do patrimônio documental e aproximar a população da própria história.

“Um dos principais legados que esperamos deixar é a afirmação de que o Arquivo Público não é apenas como um repositório documental, mas é a verdadeira ‘casa da memória’ de Brasília e um organismo vivo e acessível”, ressaltam.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia de Mesquita.