A vacinação de gestantes contra bronquiolite pelo Sistema Único de Saúde (SUS) reduziu em 52,5% os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês com menos de seis meses de idade. Os dados foram apresentados durante a 7ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) do SUS.
Disponível na rede pública desde dezembro de 2025, a vacina é aplicada em gestantes e tem como objetivo proteger os bebês ainda durante a gravidez. A estratégia garante a transferência de anticorpos da mãe para o filho, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida, período considerado de maior risco para complicações respiratórias.
Um estudo ainda em andamento estima que aproximadamente 6,8 mil casos graves tenham sido evitados graças à vacinação. Os dados também mostram que os bebês com menos de seis meses representaram cerca de 35% das internações de crianças de até quatro anos durante o período de maior circulação do vírus em 2026, percentual inferior ao registrado antes da introdução da vacina.
O imunizante é indicado para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Ao receber a vacina, a mãe produz anticorpos que atravessam a placenta e ajudam a proteger o bebê contra infecções causadas pelo VSR logo após o nascimento.
Além da vacinação das gestantes, o SUS também disponibiliza o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal voltado para grupos específicos. O medicamento é destinado a recém-nascidos prematuros, com até 36 semanas e seis dias de gestação, além de crianças de até 23 meses que possuem condições de saúde que aumentam o risco de complicações respiratórias.
Aplicado em dose única, o nirsevimabe oferece proteção por até seis meses e começa a agir imediatamente após a aplicação.
O Ministério da Saúde orienta que gestantes e responsáveis por crianças elegíveis procurem uma unidade de saúde para verificar os critérios de indicação e garantir a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório.




