O simulado de queda de avião realizado pelas forças de segurança do Distrito Federal nesta terça-feira (28/7) ocorreu em um restaurante na Asa Sul, área central de Brasília (DF).
Veja vídeo
- O local da ocorrência foi mantido em sigilo e só foi revelado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) por volta das 10h.
- Assim que o endereço foi divulgado, as primeiras motos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram ao local.
- Em meio à fumaça e a focos de fogo cenográfico, os socorristas iniciaram o atendimento às 10 vítimas simuladas, que estavam espalhadas entre o interior e o exterior da aeronave, gritando por socorro.
- Na sequência, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) chegaram com ambulâncias e viaturas de resgate.
- Em uma ação coordenada com o Samu, os bombeiros fizeram a triagem das vítimas, prestaram os primeiros atendimentos e retiraram os feridos considerados mais graves.
- Quatro vítimas foram encaminhadas para hospitais da rede pública. Uma delas, que simulava um traumatismo na cabeça, foi transportada de helicóptero para agilizar o atendimento.
Durante toda a operação, aeronaves da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) sobrevoaram a região, enquanto equipes faziam o isolamento da área para garantir a segurança e preservar o espaço de atuação dos socorristas.
Mobilização do efetivo
O treinamento reuniu mais de 50 profissionais e contou com a atuação integrada do CBMDF, Samu, PMDF, Detran-DF e de outros órgãos envolvidos em ocorrências de grande porte.
Ao todo, a simulação mobilizou viaturas, ambulâncias, aeronaves, agentes de trânsito, bombeiros, policiais, médicos, socorristas e servidores de diferentes forças de segurança. Além das 10 vítimas fictícias, a atividade contou com 15 observadores e pessoas representando familiares dos supostos passageiros.
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do Metrópoles DF
Um dos participantes foi o jornalista Gabriel Benevides, que interpretou uma das vítimas do acidente. Segundo ele, a experiência permitiu acompanhar de perto o trabalho das equipes de resgate.
“É uma experiência única para ver o trabalho de todas as forças de segurança, dos bombeiros. Uma situação que dá um susto antes, mas a gente vê que foi um trabalho muito bem executado”, disse.
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Gabriel contou que foi uma das vítimas estabilizadas e levadas de ambulância. Para ele, a atuação dos socorristas chamou atenção pela seriedade durante todo o atendimento.
“É uma sensação que eu nunca imaginei passar na minha vida, e assim, dá para ver a seriedade dos profissionais, quanto eles estão dispostos a poder salvar vidas. É algo único. Eu nunca imaginei também andar de ambulância, foi uma experiência bem legal, mas espero não fazer isso nem tão cedo.”
Na simulação, o jornalista interpretava uma vítima com fratura exposta no fêmur, presa no interior da aeronave.
“Eu estava aqui com uma fratura exposta no fêmur, sentia muita dor, não conseguia me movimentar. Então, eu era uma das vítimas que estava dentro do avião.”
A estudante de enfermagem Elzilane Oliveira também participou da atividade como vítima simulada. Esta foi a terceira vez que ela integrou um treinamento do tipo.
“Essa é a terceira simulação que eu participo, eu sendo como vítima. Eu acho muito legal, muito importante”, disse.
Na avaliação da estudante, exercícios como esse poderiam envolver ainda mais unidades da rede de saúde.
“Eu acho que eles atenderam muito bem, foram bem atenciosos, prestativos, bem ágeis também no atendimento. Eu acho que eles estão super bem preparados.”
Segundo o subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF, Carlos Melo, o tempo de resposta das equipes ficou dentro do previsto para esse tipo de ocorrência.
“O tempo e resposta vai variar do dia, do horário, das condições de trânsito, do tipo de informação que chega para os centros de operação também, porque isso vai chegar através de diversos canais”, afirmou.
“A gente sabe que a rede social hoje tem uma capilaridade muito grande e, às vezes, as forças de segurança tomam conhecimento disso antes mesmo, por grupos, redes, Instagram, por conta da força que a rede social possui”, destacou.
Sobre o transporte das vítimas em estado grave, Melo explicou que os hospitais da região também participaram da simulação.
“Bem, a rede hospitalar hoje foi brifada para recepcionar algumas vítimas. Nós estabelecemos que, inclusive, uma delas ia ter um trabalho hospitalar para o treinamento. O trabalho encerrava na porta do hospital com o deslocamento e a contagem desse tempo. Porém, uma das unidades pediu para que essa vítima entrasse e o procedimento continuasse dentro do próprio hospital. Então, a rede hospitalar também é beneficiada em cima desse treinamento”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Luisa Rany.





