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Veja propostas dos candidatos ao governo de São Paulo sobre privatizações

Por Júlia Queiroz
Arte Metrópoles

Mais do que avaliar o legado de uma gestão — no caso, a do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, — o tema abre para discussão uma visão de Estado: afinal, qual deve ser o papel do governo na prestação de serviços e na gestão de empresas públicas?

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Todas as propostas relacionadas ao tema foram enviadas pelos candidatos, em seus planos de governo, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Metrópoles esmiuçou o material e selecionou os principais pontos sobre a concessão de empresas públicas à iniciativa privada.

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Fernando Haddad (PT)

Reprodução/Redes sociais2 de 7

Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Reprodução/Redes sociais3 de 7

Vivian Mendes (UP)

Reprodução/Alesp4 de 7

Izadora Dias (PCO)

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Carlos Machado (PCB)

Reprodução/PCB6 de 7

Vera Lucia (PSTU)

Reprodução/PSTU7 de 7

Policial Edjane (Agir)

Redes sociais/Reprodução

Abaixo, é possível conferir o que pensam os candidatos Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Tarcísio (Coragem para Seguir Avançando), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP).

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do Metrópoles SP

A candidata Policial Edjane (Agir) teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) na última sexta-feira (18/9) e não poderá mais concorrer.

Veja as principais propostas dos candidatos sobre o tema privatizações:

Carlos Machado

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O candidato ao governo de São Paulo Carlos Machado (PCB)

Divulgação/PCB2 de 3Reprodução/Instagram3 de 3

Carlos Machado (PCB)

Reprodução/Instagram

Na área de tecnologia, o candidato do PCB quer reestatizar ativos digitais estratégicos que estão sob competência estadual e fundar uma empresa pública para expandir a área. Já na educação, Machado quer acabar com as escolas cívico-militares e devolvê-las ao regime público, junto ao cancelamento de todas as concessões escolares.

Fernando Haddad

O plano do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) propõe ampliar a fiscalização do estado em empresas privadas, abrindo a possibilidade de multas e punições caso não cumpram o serviço com qualidade e dentro do prazo.

4 imagens1 de 4Diogo Zacarias/Partido dos Trabalhadores2 de 4

Candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) participa do ABDIB Fórum – Eleições 2026

Divulgação/Campanha Fernando Haddad3 de 4

Fernando Haddad (PT) participa do Roda Viva, da TV Cultura.

Divulgação/Diogo Zacarias Campanha – Fernando Haddad4 de 4Alessandra Ferreira/Metrópoles

Em seu plano, Haddad não afirma querer reestatizar a Sabesp, mas sim fortalecer a fiscalização do serviço prestado pela empresa. Em relação às linhas de trens, metrô e rodovias pedagiadas, o plano foca na fiscalização direta dos cronogramas.

Izadora Dias

Izadora Dias, candidata do PCO, apresenta um plano de governo que prevê reestatizar todas as empresas “entregues ao capital estrangeiro”. Nacionalização do petróleo e de todas as reservas minerais, redução imediata do preço do combustível em 50% e a criação de uma empresa estatal para controlar a exploração de terras raras também são propostas de Izadora.

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Izadora Dias, a candidata do PCO ao governo de São Paulo

Reprodução/Instagram2 de 3

Izadora Dias (PCO)

3 de 3Reprodução/Instagram

A candidata propõe, também, estatizar todo o sistema financeiro, que será centralizado em um banco estatal único sob controle dos trabalhadores, cancelar todas as concessões de grandes redes, como a Globo, e quebrar o monopólio de grandes operadoras privadas de telecomunicações.

Tarcísio

Na contramão das outras propostas, Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição, pretende fortalecer as privatizações, atraindo investimentos privados, concedendo serviços públicos e desestatizando ativos.

Dentre suas principais propostas está a desestatização completa da Sabesp. Com isso, o candidato quer antecipar a meta da universalização de água e esgoto na região operada pela empresa para 2029.

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O governador Tarcísio de Freitas

Evander Portilho / Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas2 de 4Rodrigo Tammaro/Metrópoles3 de 4

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

@tarcisiogdf/Instagram/Reprodução4 de 4Rebeca Ligabue/Metrópoles

Tarcísio também pretende ampliar portos e aeroportos concedidos ou privatizados, incentivar concessionárias estaduais a contratar jovens, expandir parcerias na área da saúde e educação e ampliar o monitoramento do programa Muralha Paulista através de acordos com a iniciativa privada.

Vera Lúcia

Vera Lúcia, candidata ao governo paulista pelo PSTU, apresenta um plano que inclui a reestatização da CPTM e do Metrô, a revogação da militarização de escolas cívico-militares, o fim da plataformização do ensino e das fundações empresariais na definição de políticas da educação.

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Vera Lúcia (PSTU)

@vera_pstu/Instagram/Reprodução2 de 3

Vera Lúcia (PSTU) é candidata ao governo de SP

Wikimedia Commons/Romerito Pontes3 de 3Wikimedia Commons/Romerito Pontes

A candidata também pretende acabar com todas as Parcerias Público-Privadas (PPPs) e com as Organizações Sociais (OSs), além de reverter a privatização e venda do centro de São Paulo. Vera Lúcia também apresenta a ideia de criar um banco público estadual e um sistema público de crédito, financiados com recursos recuperados das privatizações.

Vivian Mendes

Vivian Mendes (UP), em seu plano ao governo paulista, traz como proposta principal a reestatização da Sabesp, com a retomada integral do controle público e a redução de tarifas sob uma gestão feita por trabalhadores e usuários.

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Vivian Mendes (UP)

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Vivian Mendes é a candidata da UP ao governo de São Paulo

Outras propostas são a reestatização da geração e distribuição da energia elétrica em São Paulo, revertendo a privatização da Enel e da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), a reestatização da CPTM e o fortalecimento do Metrô, o fim das concessões de estradas e transportes paulistas e das OSs, junto da reestatização completa do Porto de Santos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Júlia Queiroz.