Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estudam o veneno de marimbondo como uma possível forma de frear o avanço do Alzheimer.
A substância não cura a doença, mas pode ajudar a evitar que o cérebro continue se deteriorando, principalmente se for usada no início do tratamento.
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Pesquisa da UnB investiga substância derivada do veneno de marimbondo que pode ajudar a retardar o avanço do Alzheimer
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Veneno de marimbondo é analisado em laboratório como possível aliado no tratamento do Alzheimer
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Estudo não fala em cura, mas aponta que composto pode proteger o cérebro e preservar a memória nas fases iniciais da doença
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Pesquisadores da UnB. Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda está em fase experimental e não há previsão de uso em humanos
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Apesar dos resultados promissores, o estudo ainda está em fase experimental e não há previsão de uso em pessoas.
“Esse é um processo longo. Ainda precisamos confirmar a segurança e a eficácia da substância antes de avançar para testes em humanos”, diz Luana Camargo.
Segundo a pesquisadora, podem ser necessários cerca de 10 anos para que os compostos derivados do veneno de marimbondo avancem para etapas mais avançadas da pesquisa.
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O que acontece no cérebro no Alzheimer
No Alzheimer, uma proteína tóxica se acumula no cérebro e atrapalha a comunicação entre os neurônios. Para tentar se defender, o organismo provoca uma inflamação, que acaba piorando o problema.
Com o tempo, as conexões entre as células cerebrais se perdem e os neurônios começam a morrer, causando perda de memória e confusão mental.
Segundo Luana Camargo, do Instituto de Psicologia da UnB, os remédios atuais atuam principalmente tentando reduzir essa proteína, mas não conseguem impedir que o cérebro continue se degradando.
“O que observamos é que a Octovespina atua protegendo os neurônios e diminuindo a inflamação no cérebro. Ela não cura o Alzheimer, mas ajuda a retardar a progressão da doença”, explica a pesquisadora.
Nos testes com camundongos, os animais tratados com a substância apresentaram menos esquecimento. “Isso indica que o composto ajuda a manter o funcionamento do cérebro por mais tempo, especialmente quando usado nas fases iniciais da doença”, afirma Luana Camargo.




