Hoje, cerca de 21 milhões de venezuelanos irão às urnas para eleger o próximo presidente que governará o país entre 2025 e 2031. Nicolás Maduro, atual presidente no poder desde 2013, enfrenta nove concorrentes nesta eleição.
Bloqueio e crise econômica
A Venezuela enfrenta um bloqueio financeiro e comercial desde 2017, imposto por potências como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e União Europeia, que não reconhecem a legitimidade do governo Maduro.
O país passou por uma grave crise econômica, com hiperinflação e perda de cerca de 75% do PIB, resultando na migração de mais de 7 milhões de pessoas. Desde meados de 2021, a Venezuela tem mostrado sinais de recuperação econômica. A hiperinflação foi controlada e a economia voltou a crescer em 2022 e 2023, embora os salários permaneçam baixos e os serviços públicos deteriorados.
Desde 2022, o embargo econômico foi parcialmente flexibilizado e um acordo entre oposição e governo foi firmado para as eleições deste ano. No entanto, denúncias de prisões de opositores nos últimos dias e a recusa de alguns candidatos da oposição, incluindo o favorito Edmundo González, em assinar um acordo para respeitar o resultado eleitoral, lançam dúvidas sobre o período pós-eleição.
Domingo de eleições
Mais cedo, o presidente Nicolás Maduro votou em Caracas, a capital venezuelana. “Reconheço o árbitro eleitoral. E tudo o que o árbitro eleitoral disser será reconhecido. Não apenas reconhecido, mas defendido”, afirmou aos jornalistas antes de deixar o local de votação.





