Em sua primeira entrevista à imprensa, concedida a VEJA por meio de videoconferência, o policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de ser o executor da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, revela, entre outros, que o presidente Jair Bolsonaro intercedeu a seu favor no fim de 2009. Lessa conta que o presidente, então deputado federal, ajudou a agilizar o seu atendimento na Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), do Rio de Janeiro. Na ocasião, o PM perdeu parte da perna esquerda em um atentado a bomba em seu carro. Durante a entrevista, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, o interno número 33 do Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, para onde foi transferido em dezembro de 2020, alega inocência – como era previsível.
Alega que a pesquisa por silenciador da submetralhadora HK MP5, que segundo a polícia foi utilizada no crime, na verdade, era por peças – outra coincidência, na versão dele – para uma réplica do armamento, só que calibre 22.
Para o MP fluminense há elementos suficientes para uma possível condenação.
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