24 Jan de 2020 do YacoNews
Por Júlio Cézar Araujo
Localizada numa zona rural da região norte do estado do Rio Grande do Sul, a cidade de Caiçara possui pouco mais do que 5 mil habitantes e traz consigo a humildade interiorana, com as suas casas simples feitas de madeira e telhas de zinco ou de fibrocimento.
No ano de 2014, o local pacato e remoto de ruas de terra batida e campos de colheita chamou atenção de todo o Brasil quando a família de Seu Augusto e Dona Neusa, composta por um garoto de oito anos e duas meninas, uma de 11 e outra de 15 anos, começou a sofrer com fenômenos sobrenaturais.
As pancadas nas paredes, como socos, foram os primeiros sinais insólitos de que algo de muito estranho estava acontecendo. As batidas surgiam na parte dos fundos da casa, onde se localizavam os quartos, e eram interrompidas assim que um dos membros da família abria a janela para tentar pegar fosse lá quem estivesse fazendo aquilo. À princípio, as pessoas em nada suspeitaram de algo incomum, acreditando que se tratava apenas de alguém os perturbando. Sendo assim, por volta das 20h12 da noite, o pai da família, Seu Augusto, fez uma ligação para a Brigada Policial para reclamar sobre essa pessoa que estava esmurrando a casa.
Quem atendeu o chamado foi o soldado Marcos Cleber Paloschi, que imediatamente pegou a viatura e se deslocou até onde ficava a residência do cidadão. Quando o oficial chegou ao local, já havia uma outra atividade em curso e a queixa da família havia mudado. No entanto, o policial não precisou ouvir qual era, pois a viu acontecer bem diante de seus olhos.
Pedras. Diversas delas caíam do céu como se estive chovendo. Por todo o lado, pedaços enormes de cascalho atingiam o chão e o telhado da casa. O fato ainda mais curioso era que elas não quebravam as telhas e também não rolavam quando atingiam o chão ou o teto, apenas se instalavam lá como que atraídas por um ímã.
Do lado de dentro da moradia, as pedras eram lançadas do alto em todas as direções, atingindo as paredes sem deixar marcas, forçando a família a se abrigar debaixo de uma mesa, embora isso não fosse o suficiente para evitar que se machucassem. Em poucos minutos, o chão estava repleto de pedras de todos os tamanhos.
Sem controle
Desesperada e sem saber o que fazer, a família entrou em colapso. Não conseguiam mais dormir à noite. Sofriam com as pedras que surgiam de repente e os acertavam, e também com os móveis e objetos que eram arrastados ou tombados. Os alimentos foram os próximos, se esparramando pelo chão ou amanhecendo em estado de decomposição. As porradas dentro das paredes permaneceram tanto quanto o completo horror que desencadeava em todos.
Assista reportagem sobre o caso:







