Nesta terça-feira, 27, os vigilantes do Acre, representados pelo Sindicato dos Vigilantes, compareceram à sessão ordinária da Assembleia Legislativa para pedir ajuda aos deputados. A solicitação se deu em função de um contrato de mais de R$ 61 milhões que a Secretaria Estadual de Educação está firmando com uma empresa de São Paulo para prestar serviços de monitoramento nas escolas do estado.
O deputado estadual Edvaldo Magalhães foi além e apresentou um requerimento solicitando informações detalhadas sobre o contrato firmado entre a Secretaria de Estado de Educação e a empresa Teltex Tecnologia, no valor de R$ 61.693.080, para um período de um ano.
Em seu discurso, Edvaldo Magalhães destacou três pontos principais: primeiro, que o edital foi elaborado de forma a elevar o nível de tecnologia das câmeras, o que acabou por eliminar a concorrência. Empresas que prestaram o mesmo serviço até 2022, com um custo médio de R$ 2.899,62 por escola, foram excluídas do processo.
“Se houver um conflito na porta da escola, não será uma câmera que resolverá a situação; escolheram o mais caro, optaram por uma empresa de fora, excluíram as empresas locais e escolheram o desemprego. Este contrato precisa ser sustado imediatamente pela Secretaria de Estado de Educação e auditado pelo Tribunal de Contas do Estado. Estamos diante de um saque aos recursos da Educação e de um crime contra os trabalhadores da vigilância. Esta Casa não pode ficar de braços cruzados”, afirmou Edvaldo Magalhães.




