Os acusados pela morte de Francisco Campos Barbosa, conhecido como Chico Abreu, serão submetidos a julgamento popular, conforme anunciado pela Vara Criminal da comarca de Xapuri. A ex-esposa e viúva de Chico, Risonete Borges Monteiro, é apontada como mandante do crime, acusada de encomendar o assassinato para se apropriar do dinheiro do falecido. O Ministério Público do Acre (MPAC) alega que Risonete teria contratado Benigno Queiroz Sales para realizar o homicídio. A dupla está sob prisão preventiva desde junho de 2023.
O caso remonta a 27 de novembro de 2022, quando Chico Abreu foi encontrado morto em um ramal entre os municípios de Xapuri e Epitaciolândia. A autópsia revelou que a vítima foi alvejada nas costas e também sofreu enforcamento. Benigno Queiroz Sales, apelidado de “Banana”, foi considerado o principal suspeito e preso no dia seguinte, após ser localizado na mata, junto com a arma do crime.
Ao confessar o ocorrido, Banana alegou legítima defesa, mas as investigações indicam que a motivação da ex-mulher, Risonete Borges Monteiro, foi o dinheiro guardado por Chico Abreu em casa, que seria dividido igualmente entre ela e o executor.
Risonete Borges Monteiro e Benigno Queiroz Sales foram transferidos para o Complexo Penitenciário Francisco Oliveira, em Rio Branco. O delegado responsável esclareceu que, segundo informações, a vítima possuía uma quantia significativa de dinheiro em casa, e a esposa, ciente disso, teria convidado o caseiro para roubar o valor, sendo incumbido também de assassinar Chico Abreu e dividir o dinheiro igualmente entre ambos.




