Pergunta corrente nos Estados Unidos, à medida que Donald Trump decai física e mentalmente, sua popularidade desaba e seu período de governo se aproxima da metade: o trumpismo sobreviverá quando Trump for forçado a desocupar a Casa Branca, e desta vez para sempre? A lei proíbe que ele concorra a um terceiro mandato. De resto, ele não teria mais saúde para isso, e o mundo civilizado quer vê-lo pelas costas, tantos foram os males que ele comandou.
Se o Brasil, nesse caso, pode servir de espelho, a resposta à pergunta me parece fácil: o trumpismo sobreviverá à morte política do seu fundador, como aconteceu aqui com o bolsonarismo, apesar de Jair ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado e passado à História como o único presidente que não conseguiu se reeleger. A extrema-direita está em ascensão por toda parte. Se ela perder a eleição daqui a 20 dias, se reapresentará energizada em 2030.
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do Metrópoles
Há muitas pedras no caminho de Flávio até que ele possa celebrar o triunfo de suceder ao pai na ocupação do mais alto cargo da República, mas uma, particularmente, é enorme. Trata-se do levantamento do sigilo em torno do inquérito sobre as falcatruas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ontem, também foi levantado o sigilo em torno do financiamento do filme Dark Horse. Que novos segredos poderão ser revelados?
Somente na semana passada ficou-se sabendo que Flávio é investigado pelos crimes de corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Seus eleitores radicalmente fiéis asseguram que não mudarão seus votos. Mas os menos fiéis? E os considerados independentes? E os indecisos? A eleição está aberta. E seu desfecho promete fortes emoções.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ricardo Noblat.




