Temer pode virar ministro do governo Bolsonaro

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19 Jan de 2020 do YacoNews
Por esquilopolitico.blogspot.com

Nada parece abalar a confiança de Bolsonaro com seu eleitorado, a certeza de que esse público sempre estará ao seu lado, elevou comentários nos corredores do palácio do planalto de numa possível volta de Michel Temer, não como presidente, mas como ministro, aproveitando o recesso parlamentar interlocutores de Temer e Bolsonaro, tem mantido conversas em busca de um ministério para o golpista, conforme apuramos com fontes ligadas ao MDB, Bolsonaro tem uma certa preocupação com a reação da mídia, mas não de seu eleitorado, pois para ele Temer foi peça fundamental na saída do PT do poder.  

O escândalo das candidaturas laranjas do PSL envolvendo o ministro do meio ambiente Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) aparentemente parece não abalar a confiança de Bolsonaro no ministro, mas é justamente essa aparência que esconde os bastidores do palácio do planalto.



Segundo informações de fontes ligadas a interlocutores do MDB, o partido negocia por meio do líder do governo no senado Fernando Bezerra (MDB-PE)  um acordo para manter apoio as pautas do governo em votações importantes, mas é justamente aí que duas raposas da política nacional estão atuando, para o retorno do presidente golpista Michel Temer a vida pública.


 O presidente do MDB Romero Jucá e o próprio Temer tem tido reuniões com interlocutores de Bolsonaro, para ainda esse ano Michel Temer assuma um ministério, o fato pode ocorrer após as eleições municipais, caso Temer não seja condenado ou preso novamente, é exatamente isso que o MDB tenta evitar a prisão de Temer. Pois, isso seria uma pá de terra no acordo ou mesmo para as eleições, então não está descartada a nomeação de Temer antes das eleições, embora Bolsonaro resista essa ideia justamente devido as consequências que poderia trazer ao resultado do pleito municipal.  Bolsonaro não estaria disposto a pagar para ver, essa seria sua primeira eleição após presidente e vale ressaltar que o apoio de um presidente é muito importante nas eleições municipais, mas uma aliança com Temer agora poderia atrapalhar até mesmo os planos de criação do seu partido Aliança, Ou seja, Bolsonaro teria muito a perder nessa aliança se a mesma se concretizar antes das eleições, por isso o cenário mais provável é que aconteça após o pleito, por outro lado a força que o MDB ainda possui em cenários locais, pode ser um grande trunfo do partido para acelerar essa negociação. 

Os medebistas estão de olho em 3 ministérios, apuramos que: um seria o da educação onde o ministro Abraham Weintraub, é visto pelos medebistas como despreparado e por grande parte da população como um desastre, mas é muito alinhado ao estilo bolsonarista, o que seria um entrave na negociação.

Outra possibilidade seria o ministério da saúde, mas Temer não é uma pessoa com essa formação e Bolsonaro gosta do estilo do ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) e isso poderia ter consequências negativas em relação ao apoio do partido de Rodrigo Maia que hoje é o principal aliado do governo, logo essa possibilidade estaria descartada.

O terceiro o ministério na mira do MDB é de desenvolvimento regional, atualmente comandado por Gustavo Canuto, esse talvez fosse um ministério que Bolsonaro não teria muita dificuldade em entrega-lo ao MDB, embora o problema resida na opinião de outro ministro, Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, ver esses ministérios como fundamentais para a estratégia do governo e acha que Bolsonaro não deve deixa-los disponíveis para barganha, nesse caso sobraria para o ministro mais enrolado em um escândalo, que seria exatamente Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG).


Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) tem acusações sérias como o principal articulador do escândalo do laranjal do PSL  e pesa contra ele o fato do ex-partido do presidente, não ser mais uma base de sustentação confiável, com o partido rachado, o governo não tem certeza do apoio pesselista nas votações consideradas importantes para o governo, mas, a questão central reside no fato de que Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) sabe muito do que aconteceu durante a campanha presidencial e a perda do foro privilegiado poderia leva-lo a cadeia e consequentemente a um acordo de delação premiada, o que pode colocar a pouca credibilidade do governo em xeque e trazer complicações para Bolsonaro, outro problema é que o MDB não estaria satisfeito com o cargo, pois não ver grande visibilidade no posto.
Ainda segundo interlocutores o ministério do meio ambiente comandado por Ricardo Salles (NOVO) chegou a ser oferecido, mas Temer ver a pasta como um tiro no pé, visto as consequências trágicas do óleo nas praias nordestinas e as polêmicas em torno das queimadas a amazônia ocorridas durante o governo Bolsonaro, essa saída é vista com bons olhos por Bolsonaro, pois traria uma pessoa próximo a bancada ruralista para tentar reverter a a imagem de inimigos do meio ambiente que o Brasil construiu no primeiro ano de governo Bolsonaro. O problema é que foi justamente no governo Temer que o Brasil passou a enfrentar críticas dos países colaboradores do fundo amazônico e iniciou a escalada do desmatamento e grilagem de terras, esse pode ser na verdade outro tiro no pé.  
A última e não menos importante é a alternativa da criação de um novo ministério para encaixar o ex-presidente, essa é uma saída que agrada o MDB, mas barra no discurso de campanha de Bolsonaro, mas é a solução encontrada por medebistas para enviar os processos de Temer para o STF e o ex-presidente voltar a usufruir dos benefícios do foro privilegiado, ou seja, um belo toma lá da cá.  
Texto: Ana Fernandes e Pedro Oliveira.
Edição: Ana Fernandes

Colaboração: Emily Küpher 

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