Binho Marques afirma que MEC foi reprovado pelo Enem e critica ministro da Educação

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03 de Janeiro de 2020 YACONEWS
Antonio Muniz

Ao usar sua página no Facebook, neste domingo, o ex-governador Binho Marques (PT) criticou a política educacional do governo Jair Bolsonaro e afirmou que o Ministério da Educação (MEC) foi reprovado pelo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Respeitado pela maioria pelo trabalho que fez no Acre, seja como secretário municipal na gestão do prefeito Jorge Viana (19993-1996) e depois como secretário estadual de Educação nas duas gestões do governador Jorge Viana (1999-2006), Bino também foi diretor do MEC, no governo Dilma Rousseff.

O ex-governador comandou a Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino do MEC e afirmou ainda que a gestão do Ministério da Educação não utiliza evidência ou ciência para suas atitudes chega em qualquer lugar, menos onde deve chegar.

Segundo Binho, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, tem característica visivelmente infantis e que se dedica 24 horas por dia para combater inimigos imaginários.

Vários petista curtiram, compartilharam e comentaram a postagem de Binho Marques. Deveriam ter lembrado ao ex-governador que ele foi diretor do MEC.

Tanto Binho quanto os seus seguidores esqueceram da falar que educação brasileira perde qualidade há mais de 20 anos. O quadro se agravou nos governos Lula e Dilma.

O ranking mundial de educação é formado a partir dos resultados da prova PISA, sigla em inglês que significa Programa Internacional de Avaliação de Alunos. O exame começou com foco em leitura, tal qual ocorreu na última edição de 2018.

Esta edução ainda não teve seu resultado divulgado. As próximas edições, previstas para 2021 e 2024, serão centradas, respectivamente, em matemática e ciências. Em Leitura o Brasil ocupa 61ª posição; em Ciências 65ª, em Matemática 67ª. No geral a educação brasileira está em 68ª lugar, com uma média de 377 pontos.

Um aspecto interessante do Pisa é que o exame se reinventa a cada edição, aprimorando o conteúdo cobrado e introduzindo novos conceitos dentro das áreas de conhecimento propostas.

Em 2015, por exemplo,incluiu-se a educação financeira, que também foi expandida em 2018. Já para 2021, está prevista a inclusão de pensamento criativo e, em 2024, será testada a capacidade de aprendizado em um mundo digital.

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