Dólar bate R$ 4,39 e renova maior cotação intradia já registrada

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20 Fev de 2020 do YacoNews


O dólar opera em alta nesta quinta-feira (20), batendo a máxima recorde de R$ 4,39, em meio à força da moeda norte-americana no exterior e à falta de perspectivas mais positivas para o real e a atividade econômica no cenário doméstico.

Às 12h16, a moeda norte-americana era vendida a R$ 4,3887, em alta de 0,53%. Na maior cotação até o momento, chegou a R$ 4,3918 – renovando maior cotação intradia já registrada. A máxima até então tinha sido atingida no dia 13 de fevereiro (R$ 4,3830). Veja mais cotações.

Já o dólar turismo era negociado a R$ 4,5861, sem considerar a cobrança de IOF.

Na quarta, o dólar subiu 0,19%, para R$ 4,3650, renovando sua máxima de fechamento um dia após o presidente do Banco Central dizer que está tranquilo em relação ao câmbio e com os investidores atentos ao noticiário do coronavírus.


Na parcial do mês, o dólar acumulou até o fechamento da véspera alta de 1,87%. No ano, o avanço chega a 8,86%.

“É mais do mesmo”, disse À Reuters Italo Abucater, gerente de câmbio da Tullett Prebon, sobre o movimento desta sessão. “Já vinha um processo de apreciação da moeda (norte-americana) no cenário global. O internacional está todo ruim, e o real pode ter uns solavancos distorcidos um dia ou outro, trabalhando em linha com o exterior.”

Segundo Abucater, o cenário doméstico também colaborava para a alta do dólar, com a falta de perspectiva de fluxo, o atraso das reformas econômicas e os juros baixos no Brasil reduzindo a atratividade do real.

“Não temos juros, então não tem prêmio para os investidores. O Banco Central fala de encerramento de ciclo (no corte de juros), mas a atividade indica que será necessário mais um corte, e isso vai afetar dólar”, acrescentou.


No exterior, o novo coronavírus da China seguia sendo o principal ponto de atenção dos operadores e investidores, que — apesar da queda nas novas infecções nesta quinta-feira — reagiam à notícia de que cientistas alertaram que o patógeno pode se espalhar mais facilmente do que se pensava, agravando os temores sobre o impacto econômico da doença e gerando aversão a risco.


Fonte: G1


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