Mãe e filho são acusados de matar e degolar cabeleireiro achado em Rio Branco

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Entre as quatro pessoas que respondem pela morte do cabeleireiro Tiago de Araújo Costa, de 21 anos, em fevereiro de 2019 em Rio Branco, estão Hamayana Souza de Araújo e Rafael Kevew Araújo Braga, que são mãe e filho.

A juíza Luana Campos, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, recebeu denúncia do Ministério Público do Acre (MP-AC) contra os dois e mais os comparsas Caio Jorge Araújo da Silva e Erenilson Ferreira Rocha, que viraram réus pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

Na decisão em que aceitou a denúncia contra os quatro, a juíza deu um prazo de 10 dias para que eles respondam às acusações por escrito por meio de advogado. O G1 não conseguiu contato com a defesa dos citados.

Todos os quatro foram presos pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) no último dia 18. Somente um dos suspeitos, Rafael Keven, já estava no presídio cumprindo pena por outro homicídio. Os outros três foram capturados na região do 2º Distrito da capital.

Conforme a denúncia, Hamayana Souza de Araújo teria instigado o filho e os outros três homens a matarem o cabeleireiro após convidá-lo para integrar uma facção criminosa e o rapaz se negar. Ela então entendeu que ele pertencia a uma facção rival e estaria repassando informações ao outro grupo criminoso. Foi enquanto que passou a monitorá-lo até o dia do crime.

Uma quinta pessoa que teria participado da ação criminosa, segundo denúncia do MP, seria Elizeu Oliveira da Silva. Ele foi morto a tiros em setembro de 2019, no Polo Benfica, no Segundo Distrito de Rio Branco.

Achado degolado

Depois de três dias desaparecido desde que saiu de uma festa em um bar do Polo Benfica, em Rio Branco, o corpo do jovem foi encontrado dentro de um matagal em estado de decomposição, degolado e sem os dentes.

O cadáver foi achado por um morador, na mesma região que o jovem desapareceu. Segundo os parentes da vítima relataram na época, Costa foi levado por três homens quando retornava da festa para casa.

O delegado responsável pelo caso, Cristiano Bastos, falou sobre a motivação do crime e disse que a investigação colheu elementos de provas suficientes sobre o crime para que a prisão dos envolvidos pudesse ser realizada.

“Identificamos que três dias antes ele estava em uma festa ali na região e foi levado por três homens. E depois só se teve notícia quando foi encontrado o corpo. Durante a investigação, identificamos que a motivação do crime foi o fato de que pessoas de organização criminosa que atua naquele local achavam que ele estava levando informações para facção rival, pelo fato de ele ter pessoas conhecidas na outra facção. Então, foi decidido pela morte dele, chegaram ainda a chamá-lo para entrar nessa facção e ele não quis e então decidiram pela morte dele”, disse o delegado.

G1 ACRE

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