Prepare o bolso: conta de luz vai subir ainda mais no Brasil

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já avisou: vai aumentar os valores das bandeiras tarifárias no Brasil. Isso quer dizer que os valores na conta de luz começarão a chegar mais altos para os consumidores. Em meio a pior crise hídrica na região das hidrelétricas dos últimos 91 anos, o aumento – dizem – é inevitável.

A crise hidrelétrica causou o acionamento de usinas termelétricas para garantir o fornecimento de energia. Isso faz com que o sistema fique em um patamar mais alto levando à bandeira vermelha 2. Assim, os valores devem subir mais de 20%. A conta das bandeiras já registra um rombo de R$ 1,5 bilhão neste ano.

Vale lembrar que a bandeira tarifária é um adicional cobrado nas contas de luz para cobrir o custo da geração de energia por termelétricas. Isso sempre ocorre quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas está muito baixo, como vem acontecendo no último mês.

A última vez que a agência reguladora acionou o patamar mais alto da bandeira tarifária foi em dezembro de 2020, após meses sem a cobrança adicional por conta da pandemia. O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 para sinalizar ao consumidor o custo da geração de energia elétrica no País. Na prática, as cores e modalidades – verde, amarela ou vermelha – indicam se haverá ou não cobrança extra nas contas de luz

A bandeira verde, quando não há cobrança adicional, significa que o custo para produzir energia está baixo. O acionamento das bandeiras amarela e vermelha representa um aumento no custo da geração e a necessidade de acionamento de térmicas. Isso está ligado principalmente ao volume dos reservatórios e das chuvas.

Considerando que o Brasil está entrando no período seco com nível crítico nos reservatórios, é baixa a expectativa de que a situação se resolva nos próximos meses. A perspectiva entre os agentes do setor elétrico é que a agência mantenha o patamar mais alto da bandeira até o final do ano, o que pressiona o bolso dos consumidores e a inflação.

Além disso, está em discussão da agência reguladora novos valores para as bandeiras tarifárias. Pela proposta apresentada em março, as taxas cobradas na bandeira vermelha irão aumentar. No patamar 1, pode subir de R$ 4,169 a cada 100 quilowatts-hora consumidos para R$ 4,599 – aumento de 10%. No patamar 2, o mais caro do sistema, o reajuste pode chegar a 21%, passando de R$ 6,243 a cada 100 kWh para R$ 7,571.

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