Guedes admite que governo ‘não conseguiu’ dar aumento de salário a servidores neste ano

Prazo para definição vai até o final deste mês. Governo vinha sinalizando reajuste de 5% para todos os servidores, mas tem esbarrado em restrições orçamentárias.

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (9) que o governo “não conseguiu” dar reajuste aos servidores federais neste ano. O prazo para uma definição vai até o final deste mês.

Guedes deu a declaração ao participar, por videoconferência, de Brasília, da 2ª edição do Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento, promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). De Los Angeles (EUA), para onde viajou em razão da Cúpula das Américas, o presidente Jair Bolsonaro também participou do evento.

“O governo federal não conseguiu dar aumento de salários, mas reduziu impostos para 200 milhões de brasileiros, ao invés de ajudar só o funcionalismo, que ajudou nessa guerra. Logo ali na frente, vai ter aumento para todo mundo, vamos fazer reforma administrativa. Mas agora está em guerra também”, declarou Guedes.

Desde o início de 2022, ano eleitoral, o governo federal tenta encontrar uma maneira para dar reajuste aos servidores públicos, mas tem esbarrado no aperto das contas públicas.

Na última terça-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre o assunto, mas não sem ser taxativo. Na ocasião, afirmou que, “pelo que tudo indica”, não haverá reajuste para servidores públicos neste ano.

O governo federal vinha acenando com um aumento de 5% para todas as categorias do Executivo Federal, ao custo de R$ 6,3 bilhões.

Nesta semana, porém, o Ministério da Economia anunciou que desistiu de manter no Orçamento a reserva de R$ 1,74 bilhão para pagar uma parte do reajuste dos servidores do Executivo Federal.

O aumento de 5% neste ano, antes sinalizado pelo governo federal, vinha sendo considerado “insuficiente” por representantes de categorias de funcionários públicos.

Nas últimas semanas, algumas categorias têm feito manifestações e até greve para pressionar o governo, como os servidores do Banco Central e do Tesouro Nacional.

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