Apae Rio Branco promove abertura da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

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A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), em Rio Branco, realizou nesta segunda-feira, 22, na sede da instituição de ensino especial, a abertura da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla 2022.

A banda musical da Polícia Militar do Acre (PMAC), a “Furiosa”, levou muita animação aos alunos, pais, funcionários e professores da entidade.

O objetivo da ação, que ocorre em todo o país há 59 anos, é de conscientizar a sociedade sobre a importância da inclusão social e o combate ao preconceito e à discriminação. Na capital, as atividades em alusão a data ocorrerão até a próxima sexta-feira, 26.

Neste ano, a campanha tem com tema: “Superar barreiras para garantir inclusão”. Para a entidade, a mensagem serve de alerta, destacando que apenas com o engajamento de toda a sociedade é possível garantir políticas públicas assertivas que beneficie as pessoas com deficiência.

“Estamos muito felizes em comemorar a Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. Essa é uma data especial. Que todos saibam e tenham conhecimento da importância de todos eles têm para a sociedade. Quem muito mais possa ser feito por esse público. A inclusão social deve ser estímulo para enfrentar barreiras”, disse a professora Maria do Carmo, presidente da Apae Rio Branco.

Na capital acreana, a instituição atende uma média de 300 alunos, nos turnos da manhã e tarde. A dona de casa, Adelicia de Oliveira Lopes, mãe de quatro adolescentes diagnosticados com autismo, falou o que a Apae representa para a sua família.

“Aqui é uma segunda família para mim e para os meus filhos. Foi aqui que aprendi junto com eles a lidar com os problemas enfrentados diariamente. Agradeço de coração a acolhida de todos que fazem parte da Apae Rio Branco”, comentou Lopes, que ajuda a entidade todas as semanas de forma voluntária.

Legislação
Em 2016, entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, ou o Estatuto da Pessoa com Deficiência, um marco na luta pelos direitos e pela inclusão social dessa parcela da população. Além da garantia de direitos constitucionais, essa legislação prevê atendimento prioritário, acesso à tecnologia assistiva, direito à participação na vida pública e política e ao casamento civil. Outra conquista é em relação à educação, assegurando a oferta de sistema inclusivo em todos os níveis e modalidades de ensino.

De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, mais de 45 milhões de brasileiros têm alguma deficiência, ou seja, quase 24% da população do país. A maior incidência é a deficiência visual, 18,6%, sendo 3,4% com grande dificuldade de enxergar ou sem visão alguma. Na sequência, vêm deficiência motora (7%, sendo 2,3% com grande dificuldade ou sem conseguir se locomover), auditiva (5,1%, sendo 1,1% com grande dificuldade ou sem conseguir escutar de modo algum) e intelectual (1,4%).

 

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