Entenda como o dono da Havan, alvo da operação da PF hoje, se envolveu com Bolsonaro e com a justiça

A empresa tinha cinco unidades no ano de 2002 e seu crescimento ocorreu justamente durante os governos do PT de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, alvos constantes de críticas do empresário.

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Por Rodrigo Favoretto 

Nascido em Brusque e ex-funcionário de uma tecelagem da cidade, Hang abriu ali em 1986 a primeira loja da Havan. A empresa tinha cinco unidades no ano de 2002 e seu crescimento ocorreu justamente durante os governos do PT de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, alvos constantes de críticas do empresário. Atualmente, a Havan conta com 169 lojas espalhadas por 22 estados.

Apoio a Bolsonaro

Luciano conquistou espaço na mídia durante a campanha presidencial de 2018 ao se tornar um dos maiores apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro. Em suas redes sociais passou a defender o futuro presidente, além de atacar seus adversários políticos. Foi nesse período que surgiu o apelido de “véio da Havan”, que acabou sendo adotado pelo empresário.

Hang esteve envolvido no inquérito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o disparo de notícias falsas a favor de Bolsonaro nas eleições de 2018. Ele também já foi alvo de uma ação da Polícia Federal em 2020 em decorrência do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apurava as fakenews, além de depor na CPI da Covid ao ser acusado de financiar a disseminação de notícias falsas durante a pandemia.

Coação de funcionária

Em maio deste ano, a Havan foi condenada a pagar R$ 30 mil de indenização a uma funcionária por coação durante as eleições de 2018. Faz parte do processo um vídeo em que Hang aparece falando aos funcionários que se o seu candidato não fosse eleito, as lojas da Havan seriam fechadas e todos perderiam o emprego. A empresa afirmou que iria recorrer da decisão.

Grupo de Whatsapp

Na semana passada, o nome de Luciano Hang foi envolvido em nova polêmica por sua presença num grupo de Whatsapp com empresários apoiadores de Jair Bolsonaro, chamado “Empresários & Política”.

De acordo com o jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, as mensagens trocadas no grupo defendem um golpe de estado em caso de vitória Lula nas eleições de outubro, assim como ataques ao STF e ao TSE. Além de Hang, fazem parte do grupo Afrânio Barreira, do Coco Bambu; José Isaac Peres, da rede shoppings Multiplan; José Koury, do Barra World Shopping; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia, e Marco Aurélio Raymundo, dono da marca Mormaii.

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