Policial que matou vendedor de picolé a tiros no Acre vai continuar preso, decide juiz

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O juiz Alesson José Santos Braz Juiz, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco, manteve a prisão preventiva do o policial penal Alessandro Rosas Lopes, acusado de matar, com dois tiros pelas costas, o vendedor de picolé Gilcimar da Silva Honorato, morto aos 38 anos, no dia 12 de dezembro de 2020, no Conjunto Esperança, na Capital. O preso vem tentando deixar o presídio através de recursos patrocinados por seus advogados de defesa. O último questionava os requisitos da prisão preventiva, mas o juiz disse que a prisão seria mantida.

O preso já tentou deixar o presídio através de outros recursos nos quais a defesa alega insanidade mental. Submetido a perícias, foi constatado que o preso está com as faculdades mentais normais.

Gilcimar da Silva Honorato foi atingido com dois tiros pelas costas disparados pelo policial penal durante uma discussão nas proximidades de um bar. Ele e o policial entraram em luta corporal durante a confusão e Lopes chegou a ser ferido no braço, com uma espécie de canivete que o picolezeiro portava. O policial foi preso em flagrante horas depois do crime, em casa.

Preso, o policial alegou ter matado em legítima defesa, mas os argumentos não convenceram. Imagens de câmeras de segurança mostram ele correndo atrás da vítima para atirar.

Dois dias após o crime, a Justiça converteu para preventiva a prisão em flagrante do policial penal. O policial está preso em cela separada no Complexo Penitenciário de Rio Branco.

Certidão de antecedentes criminais do policial mostra que ele tem ao menos seis ações na Vara de Proteção à Mulher com relação a crimes de ameaça, difamação e violência doméstica contra mulheres. A primeira ação é de agosto de 2010. Uma mulher pede medidas protetivas de urgência, após denunciar que foi vítima de ameaça.

Segundo o documento, naquela data, a mulher teria sido agredida verbalmente, além de ser ameaçada de morte pelo policial.

No mês de setembro daquele mesmo ano, um outro inquérito policial foi instaurado após denúncia de difamação contra o policial. Passados quatro anos, a mesma mulher que fez a denúncia em 2010 pelo crime de ameaça, voltou a pedir medida protetiva contra o servidor público, em junho de 2014. Em abril de 2017, a Vara de Proteção à Mulher recebeu uma nova ação, desta vez por violência doméstica contra a mesma vítima.

Em janeiro de 2018, a mesma mulher registrou mais uma denúncia de violência doméstica. A última ação movida por essa vítima foi em fevereiro de 2020, tratando novamente de violência doméstica. Sobre esse último caso, a denúncia foi oferecida em março deste ano e recebida pela Justiça ainda em março.

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