Bolsonaro chega ao Palácio do Planalto e permanece em silêncio sobre vitória de Lula nas eleições

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Ainda sem se pronunciar sobre o resultado das eleições de domingo, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu na manhã desta segunda-feira com ministros militares de seu governo no Palácio do Planalto. Segundo auxiliares, participaram do encontro os ministros do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos, além do ex-ministro da Defesa e vice em sua chapa, general Walter Braga Neto. O ministro Paulo Sergio Nogueira (Defesa) não estava no encontro.

Mais de 14 horas após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro ainda discute como e quando fará um pronunciamento.

Aliados que conversaram com Bolsonaro ontem e na manhã desta segunda-feira dizem esperar um reconhecimento da derrota ainda hoje, mas afirmam não poder assegurar quando isso ocorrerá.

Desde o início do funcionamento das urnas eletrônicas nas eleições presidenciais, em 1998, esta é a primeira vez que um candidato derrotado evitou fazer declarações públicas após o resultado. Antes de ir para o Planalto, o atual mandatário recebeu Braga Netto, e o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Alvorada. Às 9h24, um comboio deixou a residência oficial em direção ao Palácio do Planalto.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR) chegou ao Palácio do Planalto pouco depois do presidente. O deputado, no entanto, não falou com a imprensa e não confirmou se os dois iriam se reunir. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Bolsonaro, também ainda não se manifestou. A legenda informou que ele vai se pronunciar em um momento “oportuno”.

Mais cedo, Bolsonaro recebeu no Palácio da Alvorada o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Braga Netto. O presidente também se encontrou com o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Na reta final do segundo turno, Bolsonaro disse em entrevista à TV Globo que “quem tiver mais votos leva”, porque “é isso que é a democracia”. Durante a campanha, o presidente já havia afirmado que só falaria sobre o resultado das urnas após se conversar com militares. As Forças Armadas fizeram ações de fiscalização nas seções eleitorais durantes o primeiro e segundo turno.

Segundo o colunista Lauro Jardim, Bolsonaro acompanhou a apuração na casa do senador Flávio Bolsonaro, após votar pela manhã no Rio, e evitou contato com aliados ao longo do dia. Integrantes de sua campanha tentaram encontrá-lo durante a apuração, mas o presidente sequer os atendeu. Pediu a assessores para avisar que preferia permanecer sozinho e que entraria em contato na segunda-feira de manhã.

Por volta das 22h, as luzes do Alvorada se apagaram, e a informação era de que ele foi dormir.

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