Frota de ônibus em Rio Branco continua reduzida em 30% após bloqueios ilegais que causaram escassez de combustível

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A frota de ônibus em Rio Branco continua reduzida nesta quarta-feira (23). Desde segunda-feira (21), a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) informou que reduziria a frota de 101 para 71 carros circulando na capital acreana devido aos bloqueios ilegais que estavam ocorrendo na BR-364 no lado rondoniense e estavam prejudicando o abastecimento no Acre.

No final da tarde dessa terça, a PRF informou que havia desbloqueado todos os pontos em Rondônia e que as cargas paradas na estrada começaram a ser enviadas ao Acre. A redução de 30% da frota é por tempo indeterminado, segundo o superintendente da RBTrans, Francisco José Benício Dias. Os passageiros chegaram a ficar quase duas horas na espera por ônibus.

Os bloqueios ilegais em quatro pontos de Rondônia afetaram o abastecimento em diversos setores no Acre, já que, com as interdições, as cargas não conseguiam passar. . Alguns itens, como gasolina, cimento, alimentos perecíveis e cerveja chegaram a ficar escassos na capital.

“Vamos ter uma reunião para decidir como fica a frota, mas por enquanto, seguimos com os 71 carros nas ruas”, disse o superintendente da RBTrans. Ao g1, a Ricco, a única empresa que opera no transporte público em Rio Branco disse que ainda não foi normalizado o abastecimento.

“Apesar da estrada liberada, a base da Petrobras em Rio Branco ainda não tem o produto eles devem liberar só amanhã [quinta-feira,24]”, informou a empresa.

Normalizando
Nesta quarta-feira (23), mesmo com a liberação da rodovia, muitas carretas chegaram ao Acre com combustíveis e outros materiais, mas ainda não é suficiente para normalizar a situação.

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac), vários caminhões conseguiram chegar em Rio Branco e outros em Porto Velho (RO), no entanto, ainda falta combustível em muitos postos da capital. A previsão é que, se não houver novos bloqueios nos próximos dias, até sexta-feira (25), todos os postos devem estar abastecidos e a situação normalizada.

A Associação de Bares, Restaurantes, Conveniências, Distribuidoras e Eventos do Acre (Abrace), informou que desde o desbloqueio da rodovia, nessa terça, chegaram duas carretas de bebidas no estado, mas que ainda é “limitado” o estoque de cerveja. Segundo o presidente da associação, Leôncio Castro, para normalizar precisa em torno de uma semana.

“Para normalizar, precisa chegar no mínimo 30 carretas, sendo que são cerca de 3 dias para ir e 3 para voltar. Então, a previsão é que normalize só mês que vem, se realmente não acontecer mais nenhum tipo de imprevisto”, afirmou Castro.

O g1 tentou contato com a Associação Comercial do Acre (Acisa) e com a Federação das Indústrias do Acre (Fieac) para saber se os setores de comércio e indústria já sentem alguma mudança desde a liberação da estrada nessa terça, mas ainda aguarda resposta.

Força Nacional e gabinete de crise
O governo do Acre montou um gabinete de crise para discutir e tomar as devidas medidas com relação aos prejuízos causados pelos bloqueios ilegais na BR-364, em Rondônia, que dá acesso ao estado acreano. O decreto com a criação do grupo foi publicado na edição desta quarta-feira (23) do Diário Oficial do Estado (DOE) e tem validade de 15 dias.

O governador do Acre, Gladson Cameli pediu, nessa terça-feira (22), reforço da Força Nacional para evitar bloqueios ilegais que ocorrem na BR-364 no lado rondoniense e que tem prejudicado o abastecimento no estado. Até essa terça-feira (22), a Polícia Rodoviária Federal confirmava vários pontos de bloqueio feitos por bolsonaristas na BR-364, em Rondônia. Alguns itens, como gasolina, cimento, alimentos perecíveis e cerveja chegaram a ficar escassos na capital.

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