Monkeypox: Acre começa a fazer exames que detectam a doença

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O Acre começou a fazer exames que detectam a monkeypox a partir desta quinta-feira (24). Os exames estão sendo feitos no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Antes, as amostras eram enviadas para fora do estado.

O método usado para chegar ao diagnóstico é o mesmo utilizado para detectar a Covid-19, o PCR, ou Reação em Cadeia da Polimerase, que consiste na amplificação de uma região específica de DNA, facilitando o reconhecimento do vírus.

De acordo com o governo do Acre, o Ministério da Saúde enviou dois kits, que rendem um total de 94 amostras cada, para análise.

A gerente do Lacen, Janaína Mazaro, disse que a quantidade enviada ao estado supre a demanda. Ela disse que antes as amostras eram enviadas para o Lacen em Brasília.

“A gente recebeu dois kits, a gente vai receber continuamente esses kits, basta fazermos o pedido para o ministério. Passamos a executar e hoje [quinta, 24] já executamos as primeiras duas amostras que já tínhamos aqui.. Agora nós já temos capacidade de executar esse diagnóstico aqui, o que é muito positivo para a nossa população, uma resposta mais rápida ao resultado desses exames, porque enviar as amostras para fora é sempre mais demorado”, explicou.

O fluxo para a realização dos exames começa quando o paciente com suspeita da doença dá entrada em uma unidade de saúde e coleta a amostra, que será enviada para o Lacen e analisada.

Análises estão sendo feitas no Lacen  — Foto: Divulgação/Lacen-AC

Análises estão sendo feitas no Lacen — Foto: Divulgação/Lacen-AC

Casos de monkeypox no AC
O último boletim, divulgado pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) no dia 15 deste mês, apontou que o Acre tem 31 notificações de monkeypox. As informações foram repassadas pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Regional de Saúde do Acre (Cievs).

Dos casos, apenas um foi confirmado, 28 descartados e um considerado com perda de seguimento. Atualmente, apenas um segue em investigação. Em todo o país, são 9.655 casos confirmados da doença, 4.335 suspeitos e 12 mortes.

É considerado como perda de seguimento o caso que não tenha registro de vínculo epidemiológico; o paciente não realizou coleta de exame laboratorial ou fez coleta de exame laboratorial, mas a amostra foi inviável ou ainda teve resultado inconclusivo; o paciente não teve oportunidade de nova coleta de amostra laboratorial (30 dias após o início da apresentação de sinais e sintomas).

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