MPF suspeita que bloqueios antidemocráticos tenham financiamento oculto

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Um dos procuradores do MPF (Ministério Público Federal) no Distrito Federal que investiga os bloqueios nas estradas feitos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), Frederico Paiva disse hoje que suspeita que os grupos tenham um financiamento oculto.

“Os caminhoneiros tinham cobertura por trás. Ninguém abre mão de trabalhar por todo esse tempo se não há cobertura financeira por trás”, afirmou ele em entrevista à GloboNews.

Para ele, identificar quem são os supostos financiadores é mais importante do que descobrir quem são os motoristas que participaram das manifestações antidemocrática. “É de fundamental importância identificar quem fomentou esse movimento, e que sofra severa punição”, disse. “Se não conseguir punir, vai acontecer de novo”.

O procurador disse ainda que a investigação precisa avançar para chegar a qualquer conclusão, mas que os indícios apontam que houve crime eleitoral e prevaricação por parte da PRF (Polícia Rodoviária Federal). “Em relação à PRF, o que a gente questiona é essa suposta falta de ação logo após o resultado eleitoral, quando começaram esses bloqueios em rodovias federais. A gente quer saber se essa omissão da PRF tem alguma motivação política”, declarou.

Na semana passada, o MPF pediu um inquérito contra o diretor da corporação, Silvinei Vasques, por possível omissão no enfrentamento dos bloqueios. A PRF nega. De acordo com o balanço mais recente, ainda há cinco bloqueios em quatro estados: Rondônia, Pará, Santa Catarina e Mato Grosso. Os protestos começaram no dia 30 de outubro, após o resultado do segundo turno. Os militantes dizem nos protestos que não reconhecem a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas e pedem “intervenção federal”.

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